Relacionamento se sente fácil

Mesmo que pareça algo evidente, quando estamos em um relacionamento nem sempre sabemos reconhecer se ele vai bem ou, ao contrário, está se desmoronando. É provável que você confunda uma fase ruim ou uma crise no relacionamento com a crônica do final iminente de vocês. Por isso, nem sempre é fácil saber se uma relação vai mal. E sobre julgamentos, Gabriele Baptista, de 21 anos, também entende. É que ao decidir se casar com o namorado, com quem sempre teve um relacionamento saudável, deixou muitas pessoas surpresas. Muitas vezes você sente dúvidas em saber se alguém realmente está sentindo a sua falta após um período de afastamento ou quando, por algum motivo, vocês estão distantes, não é verdade? Inclusive quando terminamos um relacionamento, mas, gostaríamos de reatar, fica aquela dúvida se ele está sentindo a sua falta e se também quer ... Seu Relacionamento 1 Comentário aumento peniano antes e depois é um problema muito serio para os homens ! A autoestima masculina pode ser afetada quando o homem se sente inferiorizado por acreditar que seu pênis é menor que o dos outros. Essa inadequação, que pode ser real ou imaginária, é muito frequente, e pode […] Como Ser Assertivo nos Relacionamentos. Conseguir ser assertivo em um relacionamento pode ser difícil, mas não é impossível. Talvez você enfrente problemas em diversos tipos de relações, inclusive com seu parceiro, com os amigos e com os... Sei muito bem como se sente. É difícil superar o término de um relacionamento. Principalmente se foi abusivo. Já passei por isso. Não é fácil. Depois do término, Tive muito medo de me relacionar depois, c receio de Q acontecesse novamente. Não foi fácil. Assim, vai ser bem mais fácil superar as dificuldades. Se algo aconteceu no passado e ainda afeta o presente, a pessoa tem que saber. Também é bom discutir o seu histórico sexual com a pessoa antes de ter intimidades físicas com ela. De qualquer forma, descubra se a pessoa se sente confortável (e se você também fica quando está com ela). O que fazer se você não sente mais atração por seu parceiro A perda de atração é comum nos relacionamentos mais longos. Veja como trazer a paixão de volta ao relacionamento antes que seja ... Você não precisa de um relacionamento aberto. Se você é de esquerda e sente uma pressão social em seus grupos de amigas para ser não-monogâmica, relaxa, você não precisa competir nas ... Relacionamento à Distância Dá Certo? As frases de conquista – Aprenda a conquistar qualquer homem! Descubra os 6 estímulos que criam atração imediata! 3 Sinais Óbvios de que alguém sente a sua falta; Como enlouquecer uma mulher na cama; Ele some e volta como se nada tivesse acontecido? 5 frases da conquista que ninguém resiste

Sentimentos conflitantes com uma garota do trabalho

2020.09.18 08:21 Round_Responsible Sentimentos conflitantes com uma garota do trabalho

Preciso expôr uma situação do meu trabalho que creio que muitos aqui já podem ter passado e que creio que seja relativamente comum.
Basicamente tem uma garota no meu trabalho que já nos conhecemos há um bom tempo (+ ou - 2 anos). Trabalhamos na mesma área desde então e não éramos muito próximos até o início do ano passado.
Entretanto de um ano pra cá mais ou menos nos aproximamos bastante. Ela me procurou para alguns conselhos e a partir daí fomos ficando mais próximos e hoje somos muito amigos. Hoje temos muita liberdade pra conversar um com o outro, tanto das coisas profissionais quanto das pessoais e do dia a dia. Eu me sinto muito bem perto dela e acho que ela sente o mesmo.
Enfim, não sei se é a questão da pandemia ou algo do tipo, mas eu sinto muita falta dela no meu dia a dia. Já disse isso para ela e ela me disse que também sente muita saudade de mim. E acho que estou tendo sentimentos por ela. Tenho pensado muito nela ultimamente mas tenho muito medo de ir abrindo isso pra ela por razões um tanto óbvias:
1- Ainda trabalhamos na mesma área (vou mudar ano que vem) então sinto que não seria legal tentar se envolver com ela nesse contexto por enquanto. 2- Não gostaria de causar aquela impressão que algumas vezes pode se causar em amizades de que estou confundindo as coisas. Já tive situações de amizades que tentei evoluir pra relacionamentos e depois a pessoa se afasta. Mas o problema pra mim é que é muito mais fácil eu ter interesse em uma amiga que eu me identifico do que em uma pessoa que eu sequer conheço.
Alguém de voces já passou por isso? O que fizeram?
Abraços!
submitted by Round_Responsible to desabafos [link] [comments]


2020.08.31 05:18 _powerguido_ Senta que lá vem história

Ficamos juntos por 5 anos. E não foram 5 anos fáceis - minha ex namorada teve problemas que eu não sabia como ajudar. Ela era literalmente stalkeada por um ex colega de classe que simplesmente se apaixonou por ela e passou mais de dois anos perseguindo ela no trabalho, no mestrado, na academia. Chegou a conspirar com colegas da faculdade pra saber onde ela estava, quem eram as pessoas próximas dela. Tentou rapta-la, mais de uma vez. Subornou familiares para ficarem do lado dele. Pra ela, ele era só um cara que não sabia expressar os sentimentos bem. Se ele parou? Não. Mas reduziu a agressividade consideravelmente e hoje em dia se limita à "só" mandar um buquê de rosas no aniversário dela.
O cara já estava tão enraizado na vida dela antes de eu aparecer, que eu simplesmente não consegui convencer nem mesmo a minha ex de que ele era um cara realmente transtornado. O terror que era esse cara na vida dela só serviu pra agravar ainda mais o caso grave de ansiedade que ela tem. Vocês sabem o que é ver uma crise de ansiedade pela primeira vez, sem nem entender o que estava acontecendo? Mas uma crise grave mesmo, de fazer a pessoa chorar por duas horas sem parar, de ficar arranhando o corpo todo com as unhas e viver com hematomas nos membros do corpo por causa disso. E isso começou a ficar constante... uma hora eram uns arranhados no rosto, depois nas pernas. Até o dia em que eu fui ver ela e os dois antebraços estavam quase em carne viva.
E o pior, é que eu quase nem me lembro mais dessa época. Foi muito intenso e me afetou negativamente por muito tempo. Eu conseguia entender que um babaca machista se via no direito de perseguir uma mulher só porque ela não queria namorar com ele - mas meu deus do céu, eu com certeza não conseguia entender como ela mesma não via o quanto ela precisava de uma ajuda profissional por causa da influência negativa desse cara na vida dela (e por vários outros motivos que não valem nem a pena serem citados). Ela me usava como substituto pra tudo que ela não tinha na vida dela - um pai, um irmão, um psicólogo, um amigo. E eu me deixei levar, porque era ingênuo. Porque era meu primeiro namoro. Porque eu achava que eu podia consertar isso. "Depois das primeiras sessões no psicólogo ela vai perceber que esta fazendo bem pra ela", eu dizia pra mim mesmo. Passamos em tantos psicólogos, psiquiatras, gurus. Fizemos academia juntos, eu praticamente morava com ela e não ficava mais com minha família. Eu achava que eu podia dar um jeito na vida daquela menina.
E sinceramente? Eu podia mesmo. Eu não acho que falei alguma coisa errada pra ela em todo o tempo que estávamos juntos. Mas ela nunca me ouvia. E se ela ouvisse, talvez ela tivesse passado por essas situações com mais facilidade, nosso relacionamento teria tomado outros rumos e nós ainda estaríamos juntos. Mas não estamos, e quem está perdendo com isso é ela, porque ela não me superou com certeza. Ela mesma me fala isso.
Eu não acho que eu era um namorado incrível e maravilhoso. Eu nunca tive um carro pra conseguir dar um rolê com ela. Com meu dinheiro mal dava pra gente ir no cinema uma vez por mês. Mas cara, eu me esforçava tanto, tanto mesmo. Lembro que eu um dos dias dos namorados eu quase varei a noite fazendo uma carta à mão de umas 10 páginas, tinha vários desenhos coloridos, poemas apaixonados e promessas de amor. Ela achou ok. Gostou mais do bicho de pelúcia que eu também dei, que custou 10 reais e que claramente não tinha nenhum valor sentimental pra mim. É muito difícil lidar com um cara que persegue sua namorada, mas acho que é mais difícil quando sua própria namorada não dá valor pra como você expressa seu amor por ela.
Mas você leitor deve estar pensando "Mas você disse isso pra ela?" E a resposta é sim. Eu sempre fui sincero com ela, se algo me chateava, eu dizia. Nada do que eu estou escrevendo aqui é algum segredo pra ela. E eu achava que ela ia trabalhar essas informações pra criar um relacionamento mais confortável pra mim e pra ela. Mas ela escolheu ignorar.
Mas o motivo de eu estar escrevendo tudo isso mesmo na verdade é outro. A gente terminou, mas foi razoavelmente tranquilo e decidimos continuar nos falando. Nós dois somos adultos, não é porque discordamos de alguns pontos que precisamos deixar de apreciar a companhia um do outro pra todo o sempre.
E é aqui que sou obrigado a voltar pro começo do nosso namoro. Porque apesar de termos iniciado o namoro cada um com mais de 30 anos, perdemos a virgindade juntos. Crescemos sexualmente juntos. Aprendemos tanto juntos! Eu mais ainda, visto que era meu primeiro namoro. E eu reclamei muito aqui da minha ex (e ela realmente tem os defeitos muito marcantes dela), mas eu também preciso admitir que ela em muitos momentos foi tão minha parceira, minha confidente, minha amada. Eu passei calado por todas as situações que eu já descrevi aqui e muitas outras tão ruins quanto porque, no fundo mesmo, pra mim estava valendo a pena. A gente tinha intimidade, apesar da dificuldade extrema dela de se abrir pra mim. Eu estava sacrificando meu bem estar mental e físico para sustentar o nosso relacionamento.
Tanto que só perto do final do nosso relacionamento que ela assumiu pra mim a atração por outras mulheres. Eu entendo ela, tem gente que não reage bem à isso. Eu tenho certeza que a família dela não reagiria nada bem. Entendo que era um segredo que ela queria deixar só pra ela, e que mesmo com toda a intimidade sexual que a gente tinha, ela também tem o direito de manter coisas só pra ela. É justo.
Só que eu não fiquei com raiva, nem com medo de ela querer me trocar por uma mulher, nem tive essa ideia fetichizada de transar com duas mulheres ao mesmo tempo. Eu sou um cara hétero, mas eu acho o amor lésbico de uma sensibilidade e de uma beleza inexplicável. Eu sempre me sinto mais seguro perto de mulheres, sempre me conecto mais com elas. Desde pequeno eu gosto da presença feminina. Então a ideia de duas mulheres partilhando um relacionamento, parece uma coisa quase mágica pra mim. E de novo, não é nada sexual nem fetichizado, eu realmente só acho muito bonito mesmo. Então qual foi minha reação quando descobri que minha ex tinha vontade de viver isso que eu acho tão incrível? Incentivei ela à correr atrás disso.
Mas é claro que ela, criada numa família extremamente católica, iria simplesmente sair atrás de uma guria do dia pra noite. Foram meses de conversa, de aceitação da parte dela também, de entender que ela não era uma aberração da natureza porque sentia atração pelo mesmo sexo (e também pelo sexo oposto). Nossos últimos meses juntos foram repletos de muitas conversas relacionadas ao mundo LGBT+ e afins. Acho que nós dois também já sabíamos que as coisas não estavam mais super bem entre nós, e que era questão de tempo até a gente se separar. Nosso relacionamento estava bem desgastado mesmo. É estranho porque a gente consegue ser extremamente forte pra parceira quando ela precisa ir correndo pro hospital, ou tem uma crise de pânico, ou não se sente segura na rua e precisa que você pare o seu dia para fazer companhia à ela - mas parece perder a motivação quando essas situações se normalizam e você percebe que talvez aquela pessoa simplesmente não tem a proatividade de te mandar uma mensagem perguntando "como foi seu dia", e de alguma forma sempre está online no whatspp. Sim, nosso relacionamento acabou. E foi bom ter acabado. Eu precisava desse término, muito mais do que eu precisava de uma namorada.
Mas também é muito bom saber que aquela pessoa por quem você passou anos cultivando um sentimento também está vivendo a vida dela. É bom saber que dá pra gente marcar um dia pra devolver as roupas dela que ficaram aqui em casa, sem drama, sem dor de cabeça. Ela foi muito madura no término, eu também. De certa forma nosso namoro acabou, mas continuou como uma amizade - bem menos intensa, bem menos problemática, bem mais fácil de lidar. Mas também sem as partes boas, sem aquela sensação de que se está ajudando a pessoa. Mas é muito mais do que milhares de pessoas separadas têm hoje em dia. Não posso reclamar, eu tenho muita sorte.
Eu só queria mesmo poder partilhar com ela a experiência da descoberta homoafetiva dela. O que não vai acontecer, já que ela já deixou claro que não é obrigada a revelar nada da vida pessoal dela agora que nosso relacionamento terminou - e ela tem total razão nisso. Eu sei disso, eu concordo com isso, e ao mesmo tempo eu acho que ela está sendo tão injusta por me negar esse fato.
Eu sei que não justifica, mas eu me dediquei tanto ao nosso antigo relacionamento juntos. Tive que entender que eu não estava mais sozinho no mundo, eu tinha alguém pra dividir o mundo comigo. Eu tive que aprender a baixar minha guarda, contar o que me dava medo, me expor totalmente à alguém, me desconstruir inteiro. E isso é muito difícil pra mim. Eu sei que ela não me deve nada, e eu sei que eu sou um idiota por me apegar tanto à esse motivo tão besta. Mas isso é realmente importante pra mim. Tem uma coisa dentro de mim que é ansiosa em saber se minha ex está se sentindo acolhida por uma outra mulher, se teve uma boa primeira experiência. De novo, eu sei que soa muito trivial, mas é uma verdade tão grande dentro do meu coração que me faz querer chorar quando lembro que isso nunca vai acontecer.
E não tem nada que eu possa fazer a não ser aceitar. E é exatamente isso que eu venho tentado fazer, pelos últimos 6 meses.
submitted by _powerguido_ to desabafos [link] [comments]


2020.08.28 19:51 N-2297 É fácil dizer para os outros se aceitarem quando você está dentro do padrão

Estou cada dia mais exausta desses discursos de auto aceitação, principalmente quando vem de influencers que nunca estão realmente fora do padrão, é muito fácil falar sobre amor próprio e autoestima quando está dentro de um padrão de beleza e corpo. Eu como mulher fora do padrão sei como é difícil se aceitar quando você não se sente representada em lugar nenhum, não se sente bonita mesmo com roupas que gosta e como isso afeta de uma maneira muito dolorosa todos os aspectos da nossa vida seja relacionamento, amizade, área de trabalho, sempre me sinto passada pra trás por pessoas com a aparência melhor, as oportunidades sempre chegam primeiro pra elas, as pessoas sempre querem se aproximar delas afinal por mais que digam que a aparência não é tudo quando as pessoas não te dão a chance nem de mostrar quem você é, não tem o mínimo de interesse em te conhecer fica difícil e quando a rejeição passa a fazer parte da nossa vida nós também começamos a nos rejeitar, esse processo de aceitação e amor próprio é muito mais complexo do que as influencers do Instagram conseguem entender.
submitted by N-2297 to desabafos [link] [comments]


2020.08.24 07:11 aquele_esquisito Me alienei completamente em relação as pessoas (Histórias de Quarentena)

Esse ano tá sendo bem interessante para mim até agora, comecei com 23 anos, virgem, bv, com zero experiências íntimas com mulheres, sem nunca de fato ter valorizado essas aventuras, isto é, nunca ter buscado de fato. Sempre fui no menor número possível de festas, nunca engajei em nenhum tipo de flerte com uma mulher e com isso nunca cheguei perto não só das ppks alheias como não sei o que é amar uma mulher. Basicamente era um incel sem a parte de odiar as mulheres, só a de não ver necessidade em transar mesmo, sem nenhum vitimismo, *quase um assexual que sente vontade física de transar mas não psicológica. *
Pois bem "ano novo, vida nova", pensei comigo mesmo que ia mudar isso, não deve ser tão difícil, ainda sou jovem sem ser garoto demais, quase empregado, não sou horrendo, os anos de academia me transformaram em uma pessoa atraente de corpo e sou absurdamente interessado (quase de maneira autista) em saber das coisas/conceitos/ideias/ciências/formas de arte, me transformando numa máquina de boas conversas por ter assunto pra infinidade de tempo. Por que decidi mudar isso? Literalmente por pensar com o meu pau, depois dos 20 parece que minha libido triplicou e eu não via a hora de finalmente comer alguém. E aí eu ainda caí na isca de "tem mais de 20 e é virgem? teu padrão é muito alto" que me deu um falso senso de segurança, ou seja, fui em todas que deram bola.
Usando tinder já comecei a perceber que ter um grande conhecimento de vários assuntos não significa ter uma boa conversa de bate e pronto, por isso passei uns tempos dando match com qualquer menina (mesmo que longe) só pra treinar o meu gingado na conversa com elas, depois de umas semanas consegui uma melhora boa (e agora quase indo pro fim do ano já me sinto um mestre das conversas) e comecei a de fato marcar encontros.
Pelo tipo de texto que estou escrevendo você pode talvez imaginar um autista metido que se acha o rei da cocada, e é meio assim que eu me sinto comigo mesmo, mas na vida real eu consigo me passar por uma pessoa completamente normal e sociável, o lance é que eu estou fazendo força para isso internamente. Sempre achei isso meio normal porque apesar de ser extremamente introvertido nunca fui tímido e sempre convivi com coletividades de amigos ao longo da minha vida ATÉ a faculdade quando todo mundo foi separando, daí eu tenho um senso de normalidade bastante bem desenvolvido, a partir dai é questão de querer mesmo.
Primeira menina foi logo na época de carnaval (apesar de ter passado longe de blocos), foi com ela que eu perdi o BV de todas maneiras possíveis e desenvolvi mais habilidade com mulheres, saímos durante a semana quase toda (ela era de fora) mas não conseguimos transar por conta de terceiros empacando o bonde (a vontade foi tanta que chegamos a ficar nos esfregando em alguns lugares públicos). Viu? Não foi tão difícil, vou transar bem mais rápido que imaginava, eu só precisava achar alguém que morasse sozinha pra facilitar tudo. O único alerta que essa primeira vez me deu foi que eu não gostei da experiência, e eu to acostumado a não gostar de saídas sociais/fingir ser normal, passo por isso a vida inteira, mas acho que por essa vez ter aprofundado mais na minha intimidade acabei odiando mais do que uma simples ocasião social.
Sai com a segunda um tempo depois e essa era bem mais quieta e tranquila que a primeira, com essa não rolou nada e eu não fiquei tão desconfortável, depois percebi que foi porque foi basicamente um rolê que eu tenho com meus amigos, daí o nível de conforto foi proporcional a isso e não a de ir pra trocar saliva com uma mulher. Essa segunda era espetacularmente linda apesar de não parecer tão interessada como a primeira (que também era bonita!). A partir daí eu percebi que tava fácil demais e decidi tentar ser mais criterioso a fim de achar uma mulher bonita que fosse transar comigo sem as frescuras sociais, porque meu pau tava mandando em mim.
Enfim, achei uma mina com 28 anos que tava querendo, marquei um pouco antes das minhas aulas começarem mas tive que dar uma adiada por um problema, porém o encontro nunca de fato aconteceu pois por ironia divina, o corona estourou e a pandemia começou. A partir daí vou dar uma acelerada na história, pois desse início de março até hoje continuei acessando o tinder assiduamente quase como um vício de autoestima com a desculpa de treinar meu papo com mulheres, e sem intenção de quebrar a quarentena.
Fiz todos tipos de perfil possível (pedindo sexo na bio, super fofo, esquisito, descolado...) e dei match com todo tipo de mulher possível, tive várias conversas a ponto da minha habilidade social ter crescido bastante, porém acabei chegando no ponto de saturação mais que completa. Lembra quando eu disse que ia ser mais criterioso? Isso subiu absurdamente a minha cabeça a ponto de eu literalmente achar todas as mulheres do app feias ou indesejáveis de alguma forma, antes eu literalmente tinha uma certa luxúria por quase todas porém isso foi morrendo com as conversas. Porque eu começava a conversar no meu modo ultra social (quase um superego em esteroides) e levava uma conversa foda em vários lugares imagináveis, conseguia colocar as minas fissuradas em continuar a conversar comigo, me chamar pra conversar tomando iniciativa e tudo mais. Mas aí eu percebi que comecei a odiar as conversas, porque a dura realidade é que nenhuma mulher passa um tempo psicopata aprendendo a conversar com homens no tinder pra ter a conversa perfeita.
Isto é, apesar de eu tomar a dianteira, as conversas para mim começaram a ser absurdamente horríveis e pouco proveitosas, porque as mulheres em geral são seres humanos normais, que em sua maioria são completamente entediados consigo mesmo e desinteressantes. Deixou de ser sobre conquistar as meninas com a lábia das palavras para "Quero uma conversa interessante pra mim", e obviamente não encontrei ainda uma menina psicopata ao ponto de seguir o guia que eu descrevi, mesmo as boas de conversa batiam no meu ego me dizendo "nossa, se eu consegui isso com essa, talvez eu consiga algo melhor". Até agora eu consegui umas 5 meninas a tentarem me convencer a quebrar a quarentena com elas.
Olha a merda no que eu me tornei, esses últimos parágrafos são estreitamente das profundezas da minha mente, onde eu comecei a levar essas conversas de merda e encontros como achievements sociais. Que foi de certa forma como eu abordei tudo isso no começo sem perceber, quero transar porque sim, meu pau me ordena, quero perder o BV para poder falar livremente com as pessoas que eu já beijei (não gosto de mentir sobre isso e sempre admito o que sou sem vergonha quando o assunto surge em conversa com amigos) e não sou um completo inapto social por tentar e ser rejeitado. Finalmente me encontrei numa posição de poder e comecei a usar isso pra aumentar o ego pura e simplesmente, fui me tornando uma mina aleatória de only fan que coleciona macho que paga tudo pra ela (famosos simps).
"Nossa, que fanfic de adolescente retardado" pode passar pela sua mente, pois bem, a dose de realidade chegou para mim, porque apesar de não ser horrendo eu não sou nenhum modelo, então teve uma hora que eu basicamente bati no meu limite de beleza no tinder e a atenção que eu tava recebendo secou completamente. Comecei aceitando qualquer uma com um perfil super amigável e convidativo, pra aceitar até umas meninas que considero meio feias com um perfil mais interessante, pra começar a encontrar com meninas regulares/do meu nível pra até algumas mais bonitas com um perfil super esquisito (pra filtrar tipos de menina que eu não queria), e aí eu estagnei, ainda to um pouco longe do topo da pirâmide mais fui um pouco mais longe do que imaginava. Fui de perdedor de boas, para perdedor com um falso senso de poder, para perdedor carente que tentou voar muito perto do sol, tudo isso também por não gostar da ideia de correr atrás de mulher, parto do princípio que se a mina não tiver iniciativa pra vir falar comigo é porque pra ela não tem nada ali e já descarto de cara.
Eu basicamente sinto que estou passando, ao longo dos últimos anos, por um processo de alienação completo de relações sociais à lá ted kaczynski, e eu sinto que essa era uma das últimas barreiras que eu tinha pra quebrar: a do sexo oposto. Já tinha normalizado na minha cabeça a minha própria desumanização e completa insignificância, pra estender isso pra colegas/amigos/parentes, e finalmente sinto que estou me descolando do tecido dos relacionamentos, ou de mulheres no geral. O que eu achei mais perceptível desse processo foi que o meu "pensar com o pau" meio que se tornou temporário, antes eu poderia ter me masturbado ou não e ainda havia um certo desejo por mulheres, agora eu sinto que sou uma pessoa quando estou com tesão e quando não estou mais simplesmente volto a não dar a mínima pra estar com uma mulher (eu já não ligava pro aspecto de companhia da relação, agora então o sexual parece ter ido embora também assim que esvazio o saco), inclusive com algumas dessas meninas que encontrei cheguei a fazer chamadas pra ficar me masturbando e é mata conversa na certa, porque o meu tesão acumulado por aquela pessoa desaparece da face da terra com uma gozada e eu não consigo nem mais falar com ela. Não sei se já estou estragado pro sexo, porque tenho certeza que depois de transar o meu desejo vai ser ficar sozinho comendo uma pizza e ouvindo música.
Pra quem for comentar em nofap e parar de ver pornô, eu não me masturbo com tanta frequência ao longo do ano, inclusive já fiz no fap de 3 meses duas vezes (outra isca que não serve pra muita coisa), também quase não consumo pornô, minha libido é muito errática com a masturbação, posso passar um tempo me masturbando 3-4 vezes por mês (tendo muita ocupação e coisas pra resolver) para chegar uma sequência de três dias de vagabundo e me masturbar 4-5 vezes por dia, quantificando num ano passo longe de vício por punheta ou pornô.
O mais engraçado da história toda é que todo esse processo aconteceu com auxílio do isolamento físico da quarentena que me possibilitou a chegar nesse ponto de alienação sem nem transar ainda. To quase me sentindo como o androide no fim do Ex-Machina que vai pra sociedade viver como uma pessoa normal, visto que to bem perto de finalizar a faculdade, vou tentar arranjar um emprego, morar sozinho, e finalmente virar um adulto de fato, a única coisa que eu tava sentindo dever nesse quesito de amadurecimento era a parte de relacionamento, principalmente o sexo porque de fato eu nunca tive interesse em montar família com casamento/filho/cachorro/gato, nem a ideia de namorar me atraia já bem novinho justamente por desgostar dessa ideia do companheirismo, minha última esperança era transar, mas isso eu acho que nem faço mais questão de concretizar.
submitted by aquele_esquisito to desabafos [link] [comments]


2020.08.22 02:27 Luizinguitar3 Não aguento mais lidar com merdas de terceiros que refletem até na vida pessoal de quem não tem nada a ver.

Minha mãe é uma pessoa que sempre estudou muito e fez de tudo para nunca precisar contar, financeiramente e/ou emocionalmente com a família que ela tem, no caso, a mãe, pai e irmã dela. Construiu uma carreira na área de química ligada a radiação, hoje é pesquisadora e, apesar de estarmos falidos por causa de terceiros, ganha bem.
Tudo foi bem na medida do possível, até que, em por volta de 2007, meu avô, pai dela e já idoso, foi preso num esquema criminoso aí que rolou (nada muito sério, tipo matar alguém, mas ainda assim crime) e ela teve que gastar boa parte da grana que ela não tinha com advogado para, além dele, minha avó e minha tia que era cúmplices de tudo.
Alguns anos depois dessa treta, minha avó, que não olhava na nossa cara há pelo menos uns 8 anos, oficialmente perdeu tudo que tinha e veio morar aqui em casa, que não é um lugar grande, e ficou quase 5 anos (de 2015 até o final de 2019) nos enchendo o saco, já que ela é uma pessoa extremamente ingrata e egoísta, fazendo com que pessoas que amávamos e que frequentavam nossa casa nunca mais nos visitassem e, de quebra, como tinha sido recém diagnosticada de um câncer, gastando mais dinheiro da minha mãe, porém não dizia nem um obrigado para nada. Uma vez minha mãe sofreu um acidente de carro, chegou em casa visivelmente machucada e ela só foi reparar 3 dias depois (e eram hematomas gigantes no pescoço e braços, ou seja, dá pra ver fácil). Mesmo não querendo e evitando demonstrar, minha mãe sofria muito com isso.
Nesse meio tempo, meu avô saiu da prisão e aí foi mais grana da minha mãe pra sustentar ele agora, que mora com a irmã dele, tia da minha mãe, e, de quebra, ainda teve que pagar dívidas absurdas da irmã dela, que nunca paga o que deve, não faz absolutamente nada para os pais e ainda é extremamente grossa e agressiva com a minha mãe. Entre 2007 e 2015, minha tia morou com minha avó e sentava a porrada nela (na época minha avó tinha entre 70 e 78 anos, ou seja, idosa), e mesmo assim é a filha favorita de ambos até hoje.
Pra coroar a treta toda, no final de 2016 meu pai, que mora com a gente, começou a demonstrar uns comportamentos estranhos e só esse ano (por volta de março se não me engano) finalmente um médico o diagnosticou com uma doença cujos sintomas casam com o que ele tem. Ela se chama demência fronto temporal e, se pesquisarem sobre casos, vão ver que a rotina da pessoa e das que convivem com ela mudam muito devido a isso. De quebra também, o gasto mensal aumentou muito, além de tudo, devido a necessidade de médicos, já que nosso plano de saúde que é o único que conseguimos pagar não ajuda em praticamente nada, e, pra coroar, o salário dele e da minha mãe caíram em mais de 50%. Se não fosse o auxílio emergencial e um auxílio que tô recebendo pela faculdade nem sei o que faria, já que também não ganho lá muita coisa pelo trabalho e, como sou autônomo, não tem como contar muito ainda mais nesse período.
Apesar de ser uma pessoa doce, inteligentíssima, tratar todo mundo bem, todo mundo gostar muito dela e admira-la bastante, inclusive eu, sei que ela tenta muito ser uma ótima mãe, mas não é a pessoa mais atenciosa do mundo em relação a mim e minha irmã. Os únicos assuntos que ela conversa comigo são faculdade e trabalho (ela é acadêmica e sonha com meu doutorado, sendo que nem no terceiro período da faculdade tô). Normalmente, como ela tem que carregar o mundo nas costas, ela se preocupa mais em resolver o que dá pra ser resolvido e tapar o que está ruim com uma peneira até não dar mais e aí precisar resolver.
Meu pai era um excelente pai e realmente não é exagero, mas na situação atual não é como se ele conseguisse dar conta das coisas, mesmo qu minimamente, então ela se sente frustrada e sozinha por ter pedido o suporte dela. Ambos se davam muito bem e foi (e é) bem foda pra ela.
Apesar de eu já ter o diagnóstico médico de depressão há pelo menos uns 5 anos, esse período de pandemia piorou tudo e, além disso, tenho tido crises bem ferradas de ansiedade. Não só devido a minha família, mas também porque namoro uma pessoa cuja mãe é (diagnosticadamente) narcisista, que faz a vida dela um inferno e, apesar de termos um relacionamento foda entre nós dois, eu estou sempre preocupado com o que essa mulher possa fazer. Além disso, mesmo quando não rola nada, não consigo dormir bem. Até malhando e tomando remédios (prescritos) tá ficando difícil e sinto que estou a beira de ter um colapso nervoso. Muitas noites me vejo tremendo, sem conseguir respirar, com pensamentos suicidas e completamente exausto, mas sem conseguir dormir. A única coisa que tenho feito fora de casa é levar meu pai pro mercado e na padaria, porque ele gosta de, nas palavras dele, "dar voltinha" no quarteirão, e ir no banco quando preciso resolver algo. Ou seja, se eu já não tinha muita "vida", agora tá pior ainda.
A questão é que essa parada de, não só minha mãe, mas principalmente ela (que é meio que meu único apoio familiar e na vida além da pessoa que namoro) fazerem tão pouco de mim e do que sou e sinto fica me matando porque não importa quantas vezes eu peça ajuda, ninguém ouve. Tenho muito medo de acabar tendo um colapso nervoso, como já aconteceu antes.
Faço acompanhamento psicológico há uns anos e recentemente (faz uns 3 meses) mudei o atendimento de 1x para 2x por semana, mas o que são só duas (dependendo da semana menos) sessões de terapia para alguém que passa a semana cagado?
E, assim como a pessoa que namoro passa com a mãe dela, ter que lidar com um monte de consequências ruins na vida por causa de coisas merdas que terceiros que pouco tem a ver com a sua (como meus avós, minha tia e minha sogra, por exemplo) e se ver completamente sem perspectiva por causa dos outros é muito ruim.
Não tenho muitos amigos (não que dê pra pedir algum apoio nem que seja pra ouvir como me sinto) e minha família, que já era distante, depois da doença do meu pai simplesmente sumiu.
As vezes sinto que minha mãe quis ter os filhos, mas nunca pensou de fato em como seria cuidar deles, até porque ela nunca teve quem cuidasse dela, então nem faz ideia de como é isso e, de fato, quem era mais ativo no nosso dia a dia, até porque o horário de trabalho dela era menos flexível, era meu pai, então até essa quarentena ela nunca tinha ficado tanto tempo perto da gente e muito menos em casa.
Tenho uma irmã, que é menor de idade, e minha mãe até dá um certo apoio e presença maior a ela por conta disso, mas, no meu caso, é como se eu fosse só uma pessoa que mora de favor aqui. Entendo que muita gente se sente assim depois que faz 18 anos, mas é foda principalmente quando não se tem ninguém para contar, ou ao menos um amigo pra desabafar.
Tenho muita dificuldade em fazer amizades, o que piora tudo, e acho que isso também vem do fato de que, apesar de eu sempre ter sido uma pessoa introvertida e mesmo assim conseguisse fazer uma ou outra amizade, os últimos tempos pra cá, por estar sempre ansioso, preocupado e correndo pra lidar com a minha família, seja porque meu pai não pode ficar sozinho em casa, ou porque trabalho, ou porque deu uma merda nova na vida da minha mãe e ela tem que resolver em cima da hora ou porque minha irmã tomou remédios demais e foi parar na UTI (sim. Já rolou algumas vezes, já que ela também é depressiva).
Para botar a cerejinha no bolo, sou homem trans e comecei com os hormônios há cerca de um ano, logo minha cara tá bem diferente e minha mãe não lida bem com isso, então, querendo ou não, isso também afastou mais a gente. Nas palavras dela quando contei: "eu já tenho um monte de problema pra resolver e você me aparece com mais isso?"
Penso muito em sair de casa, pouco antes da pandemia tava começando a tirar isso do papel, mas sempre que comentava sobre a ideia, como algo hipotético, todo mundo aqui falava que agora não dava, porque eu tinha que ajudar a cuidar do meu pai, e, com a pandemia, desanimei de vez (e o dinheiro todo acabou, pois era isso ou mais dívidas.)
Percebo sim que minha mãe tem uma preferência pela minha irmã, pois, por ela gostar mais de estudar que eu, principalmente coisas tidas como "normais" (normal eu digo coisas que compreendem as áreas de exatas, humanas, línguas e biológicas. Claro que nada é tão simples assim, mas eu faço faculdade de música então forçando a barra acho que deu pra entender a comparação), se for pra escolher quem vai cuidar da casa e do meu pai e quem vai estudar acho que já temos uma resposta. Além disso, a personalidade de ambas é bem parecida.
Realmente não sei o que fazer. Não sei se alguém vai ler até o fim, digitei tudo de uma vez. Só queria me sentir capaz de ter a minha própria vida, não só financeiramente, mas sem situações que bloqueassem completamente qualquer coisa que eu tentasse e automaticamente fizessem com que eu me sentisse cada vez mais sufocado nessa bola de neve gigante.
submitted by Luizinguitar3 to desabafos [link] [comments]


2020.07.26 03:34 grlsupremacy Estou tão cansada do feminismo de rede social

Sou uma menina que descobriu feminismo muito cedo, eu moro em uma cidade pequena e sempre fui muito ativa na internet, então não foi difícil me aproximar da militância feminista de rede social. Moldou muito quem eu sou e me ajudou com alguns problemas (insegurança, amizades femininas, relacionamento com minha mãe) mas ao mesmo tempo me fez tão mal. Eu estava sempre com raiva, tinha um ego enorme e achava que somente eu estava certa. Por mais que eu estive lutando por uma causa que realmente é boa, eu não era uma pessoa fácil de conviver. Tudo foi me consumindo e como minha cidade é pequena, essa pauta não havia alcançado todo mundo e eu arrumei TANTAS inimizades, fez meu ensino médio ser uma merda. Demorei muito pra cair na real, na verdade só fui perceber anos depois.
Eu comecei com o feminismo liberal, teve uma época que eu me considerava feminista radical e hoje não quero ser associada ao feminismo. É óbvio que eu compartilho de muitas das pautas defendidas pelo movimento mas eu sinto que não tenho saco para esse assunto. Agora o feminismo se tornou tão comercial e é só o que vc vê em rede social e eu passei a achar tão imbecil. Tem certos posicionamentos que faço questão e ir contra se vejo feministas defendendo e eu não sei se é o certo.
Enfim, não sei explicar como me sinto mas esse feminismo de rede social totalmente raso e que só sabe repetir frases feitas não funciona pra mim.
alguém se sente da mesma maneira ?
submitted by grlsupremacy to desabafos [link] [comments]


2020.07.25 05:31 altovaliriano [Tradução] Os Outros confundiram Waymar Royce com um Stark

Texto original: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/9qvrsy/spoilers_extended_the_killing_of_a_range
Autor: u/JoeMagician
Título original: The Killing of a Ranger
[…] Esta é a versão reescrita da minha teoria de 2015, A Cold Death in the Snow: The Killing of a Ranger, com algumas seções novas e conclusões mais bem explicadas, além de um bom e velho tinfoil. E significativamente menos citações, adequações nos spoilers e menos texto em negrito. Eu queria fazer um vídeo da teoria e não estava satisfeito com a versão original, então aqui está uma versão nova e aprimorada como um bônus.
O vídeo completo está aqui, se você preferir assistir, e a versão em podcast aqui, se você preferir ouvir, bem como pode ser encontrada no Google Play e no iTunes.
Aproveite!

Os Três Patrulheiros

Um dos eventos menos compreendidos em ASOIAF acontece exatamente no capítulo de abertura da saga. Waymar Royce, um fidalgo do Vale, e os dois patrulhieros Will e Gared estão perseguindo selvagens saqueadores na Floresta Assombrada. Antes que possamos nos localizar, Waymar é emboscado pelos demônios de gelo conhecidos como Os Outros. Waymar pronuncia sua famosa e incrivelmente foda frase "Dance comigo, então" e começa o duelo. Waymar segura as pontas até que o Outro acerta um golpe, depois zomba do patrulheiro e, finalmente, a espada de Wamyar se quebra contra a lâmina de gelo. Um fragmento perfura o olho de Waymar e o grupo de Outros que se aproxima, cerca-o e mata-o com golpes coordenados. Para piorar, Waymar é reanimado como uma criatura e massacra seu ex-companheiro Will. O outro irmão deles, Gared, escapa do ataque e foge para o Sul até ser capturado em uma fortaleza perto de Winterfell e executado por Ned Stark em razão de ter desertado da Patrulha.
É um prólogo que deixa o leitor com muitas perguntas não respondidas sobre o que acabou de ler. Por que esses patrulheiros foram atacados e por tantos outros? Onde estavam seus servos mortos-vivos que eles normalmente usam para matar? E por que eles estavam duelando com Waymar Royce em particular, um guarda de nenhuma nota em particular em sua primeira missão? Primeiro, vejamos o histórico de Waymar.
Sor Waymar Royce era o filho mais novo de uma Casa antiga com herdeiros demais. Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca. Montado em seu enorme corcel de batalha negro, o cavaleiro elevava-se bem acima de Will e Gared, montadosem seus garranos de menores dimensões. Trajava botas negras de couro, calças negras de lã, luvas negras de pele de toupeira e uma cintilante cota de malha negra e flexível por cima de várias camadas de lã negra e couro fervido. Sor Waymar era um Irmão Juramentado da Patrulha da Noite havia menos de meio ano, mas ninguém poderia dizer que não se preparara para a sua vocação. Pelo menos no que dizia respeito ao guarda-roupa.
(AGOT, Prólogo)
Segundo as informações que recebemos, Waymar foi o terceiro filho do formidável "Bronze" Yohn Royce, lorde de Pedrarruna e da casa Royce. Ninguém sabe ao certo por que Waymar escolheu se juntar à Patrulha. Sendo filho de um Senhor, ele poderia se casar em uma Casa menor e obter suas próprias propriedades, tornar-se um cavaleiro de torneios, visitar Essos e lutar como um mercenário se quisesse. Poderia fazer quase tudo. Em vez disso, escolheu se juntar à Patrulha da Noite. E Waymar é muito bonito, Sansa Stark se apaixonou por ele à primeira vista:
Foi hóspede em Winterfell quando o filho foi para o Norte vestir o negro – tinha uma tênue lembrança de ter se apaixonado perdidamente por Sor Waymar.
(AFFC, Alayne I)
Gared e Will são um pouco menos ilustres. Will é um caçador furtivo apanhado por Lord Mallister e escolheu a Muralha em vez de perder a mão. Gared ingressou na Patrulha quando menino e é patrulheiro há quarenta anos. Senhor comandante Mormont fala muito bem deles.
Mormont pareceu quase não ouvi-lo. O velho aquecia as mãos no fogo.
Enviei Benjen Stark em busca do filho de Yohn Royce, perdido em sua primeira patrulha. O rapaz Royce estava verde como a grama de verão, mas insistiu na honra de seu próprio comando, dizendo que lhe era devido enquanto cavaleiro. Não desejei ofender o senhor seu pai e cedi. Enviei-o com dois homens que considerava dos melhores que temos na Patrulha. Mas fui tolo.
(AGOT Tyrion III)

A Missão

Agora que estamos mais familiarizados com esses patrulheiros, vamos abordar a explicação mais simples: que foi um encontro acidental entre os Outros e os patrulheiros. Talvez os Outros estivessem viajando pela floresta para se encontrar com Craster e acidentalmente encontraram três patrulheiros. Faz sentido. Os Outros e os patrulheiros são inimigos históricos. No entanto, existem grandes problemas nisso. O primeiro é quando Royce e companhia alcançam suas presas, os saqueadores já foram transformados em criaturas.
Prestou atenção à posição dos corpos?
Will encolheu os ombros.
Um par deles está sentado junto ao rochedo. A maioria está no chão. Parecem caídos.
Ou adormecidos – sugeriu Royce.
Caídos – insistiu Will. – Há uma mulher numa árvore de pau-ferro, meio escondida entre os galhos. Uma olhos-longos – ele abriu um tênue sorriso. – Assegurei-me de que não conseguiria me ver. Quando me aproximei, notei que ela também não se movia – e sacudiu-se por um estremecimento involuntário.
Está com frio? – perguntou Royce.
Um pouco – murmurou Will. – É o vento, senhor.
O jovem cavaleiro virou-se para seu grisalho homem de armas. Folhas pesadas de geada suspiravam ao passar por eles, e o corcel de batalha movia-se de forma inquieta.
Que lhe parece que possa ter matado aqueles homens, Gared? – perguntou Sor Waymar com ar casual, arrumando o longo manto de zibelina.
Foi o frio – disse Gared com uma certeza férrea. – Vi homens congelar no inverno passado e no outro antes desse, quando eu era pequeno.
Waymar, porém, percebe algo errado na avaliação de Gared. Está quente demais para a estação, tanto que o Muralha está derretendo ou "chorando".
Se Gared diz que foi o frio… – começou Will.
Você fez alguma vigia nesta última semana, Will?
Sim, senhor – nunca havia uma semana em que ele não fizesse uma maldita dúzia de vigias.
Aonde o homem queria chegar?
E em que estado encontrou a Muralha?
Úmida – Will respondeu, franzindo a sobrancelha. Agora que o nobre o fizera notar, via os fatos com clareza. – Eles não podem ter congelado. Se a Muralha está úmida, não podem. O frio não é suficiente.
Royce assentiu.
Rapaz esperto. Tivemos alguns frios passageiros na semana passada, e uma rápida nevasca de vez em quando, mas com certeza não houve nenhum frio suficientemente forte para matar oito homens adultos.
Os saqueadores morrem congelados com o tempo quente demais. Como leitores, sabemos que os Outros têm controle sobrenatural sobre o frio, indicando que eles são os assassinos. E então, quando Waymar e Will voltam, descobrem que os corpos desapareceram.
O coração parou em seu peito. Por um momento, não se atreveu a respirar. O luar brilhava acima da clareira, sobre as cinzas no buraco da fogueira, sobre o abrigo coberto de neve, sobre o grande rochedo e sobre o pequeno riacho meio congelado. Tudo estava como estivera algumas horas antes.
Eles não estavam lá. Todos os corpos tinham desaparecido.

A Armadilha

O curioso Waymar morde a isca e a armadilha foi ativada. Will, de seu ponto estratégico em cima de uma árvore, vê seus predadores desconhecidos emergirem da floresta. (AGOT, Prólogo)
Uma sombra emergiu da escuridão da floresta. Parou na frente de Royce. Era alta, descarnada e dura como ossos velhos, com uma carne pálida como leite. Sua armadura parecia mudar de cor quando se movia; aqui era tão branca como neve recém-caída, ali, negra como uma sombra, por todo o lado salpicada com o escuro cinza-esverdeado das árvores. Os padrões corriam como o luar na água a cada passo que dava.
Will ouviu a exalação sair de Sor Waymar Royce num longo silvo. [...]
Emergiram em silêncio, das sombras, gêmeos do primeiro. Três… quatro… cinco… Sor Waymar talvez tivesse sentido o frio que vinha com eles, mas não chegou a vê-los, não chegou a ouvi-los. Will tinha de chamá-lo. Era seu dever. E sua morte, se o fizesse. Estremeceu, abraçou a árvore e manteve o silêncio.
Os Outros armaram uma armadilha para esses patrulheiros e a puseram em ação, não foi um encontro casual. Eles estão apenas tentando matar todos os membros da Patrulha da Noite que puderem? Eu não acredito nisso. Will e Waymar são mortos na Floresta Assombrada, mas o terceiro corvo, Gared, consegue escapar dos Outros. Ele corre para o sul até ser pego pelos Starks e decapitado por Lorde Eddard por deserção.
Há seis Outros não feridos, camuflados e ansiosos para matar ali mesmo com ao menos dez criaturas (incluindo Waymar e Will) e eles deixam de perseguir Gared. Matá-lo seria fácil e rápido, e ainda assim eles não o fazem. Isso não aconteceria se eles estivesse apenas tentando empilhar corpos de patrulheiros.

Claro que Craster está envolvido

A única conclusão que resta é que todo o cenário não era uma armadilha para três homens da Patrulha da Noite, e sim uma armadilha para um patrulheiro em particular: Waymar Royce. Ele é escolhido pelos Outros para um duelo individual por sua vida. Mas por quê? Waymar não é nada de especial na Patrulha. Enquanto isso, Gared e Will são veteranos nas terras além da Muralha. Eles seriam os maiores prêmios, taticamente falando. Como os Outros sequer poderiam saber como procurar por Waymar?
Me perdoará por isso, se tiver lido minhas outras teorias, mas mais uma vez, a resposta é Craster. Waymar, Will e Gared passaram pelo menos uma noite na fortaleza de Craster enquanto rastreavam os selvagens saqueadores.
Lorde Mormont disse:
Ben andava à procura de Sor Waymar Royce, que tinha desaparecido com Gared e o jovem Will.
Sim, desses três me lembro. O fidalgo não era mais velho do que um destes cachorros. Orgulhoso demais para dormir debaixo do meu teto, aquele, com seu manto de zibelina e aço negro. Ainda assim, minhas mulheres ficaram de olho grande – olhou de soslaio a mais próxima das mulheres. – Gared disse que iam caçar salteadores. Eu lhe disse que com um comandante assim tão verde era melhor que não os pegassem. Gared não era mau para um corvo.
(ACOK Jon III)
Observa-se aqui que Craster só fala sobre Gared e Waymar, não sobre Will. E Will é um patrulheiro veterano, alguém que Craster provavelmente já conheceria, mas é deixado de fora. Craster lembra Waymar com riqueza de detalhes, concentrando-se em suas roupas finas e boa aparência. Craster se concentrou muito em Waymar, mas quando perguntado sobre para onde os patrulheiros estavam indo quando partiram, Craster responde (ACOK Jon III):
Quando Sor Waymar partiu, para onde se dirigiu?
Craster encolheu os ombros:
Acontece que tenho mais que fazer do que tratar das idas e vindas dos corvos.
Craster não tem coisas melhores para fazer, seus dias giram em torno de ficar bêbado e ser um humano terrível para com suas "esposas". E ele se contradiz, alegando não ter interesse nos patrulheiros ao mesmo tempo que discorre em detalhes sobre Royce. Dado o relacionamento muito próximo de Craster com os Outros (organizando um acordo em que ele dá seus filhos em troca de proteção), esse encontro casual foi o que deu início à cadeia de eventos que levaram à morte de Waymar. Craster viu algo importante em Waymar Royce, algo em que os Outros prestaram muita atenção e agiram de maneira dramática.

A aparência de um Stark

Vamos analisar rapidamente o que Craster poderia ter aprendido. Com suas próprias palavras, ele percebe que Waymar é de alto nascimento. Não é uma informação particularmente valiosa, existem muitos patrulheiros e membros da Patrulha bem nascidos e os Outros não criaram armadilhas individuais para eles até onde sabemos.
Ele poderia ter ficado sabendo que Waymar era da Casa Royce e do Vale. Não há outros homens dos Royces na Patrulha, mas há outro patrulheiro chamado Tim Stone, do Vale. Tim sobrevive à Grande Patrulha e ainda está vivo no final do Festim dos Corvos, então essa parece uma explicação improvável. Talvez ser Royce tenha feito os Outros ficarem atentos. Os Royces tem sangue de Primeiros Homens, uma casa antiga que remonta às brumas da história. Talvez algum tipo de rancor?
Existe algo em seu comportamento? Waymar é altivo e autoconfiante, repele as pessoas com uma atitude de superioridade. Isso aborreceu Craster, mas duvido que os Outros chegariam em força para acalmar um leve aborrecimento do gerente de fábrica de bebês. O quanto eles demonstram interesse em Waymar implica que o que Craster disse a eles foi uma informação suculenta e importante que o atraiu de forma intensa. O que nos resta é a aparência de Waymar (AGOT, Prólogo):
Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca.
Olhos cinzentos, esbeltos, graciosos. Esta é uma descrição que é usada apenas um capítulo depois com um personagem muito famoso (AGOT, Bran I):
Podia-se ver em seus olhos, Stark – os de Jon eram de um cinza tão escuro que pareciam quase negros, mas pouco havia que não vissem. Tinha a mesma idade que Robb, mas os dois não eram parecidos. Jon era esguio e escuro, enquanto Robb era musculoso e claro; este era gracioso e ligeiro; seu meio-irmão, forte e rápido.
Waymar se parece com Jon Snow. Os outros membros conhecidos da Casa Royce que não ficaram grisalhos (Myranda Royce e seus "espessos cachos cor de avelã" e Albar Royce e seus "ferozes suíças negras") têm cabelo preto ou marrom. É lógico que Waymar tambémteria dada a predominância de cabelos escuros nas famílias. A arte oficial dos fundos dos calendários confirma isso, com GRRM aprovando os cabelos pretos de Waymar. Mas Craster não conhece Jon Snow no momento, então por que a comparação importa? A resposta vem da primeira interação de Craster com Jon Snow (ACOK, Jon III):
Quem é este aí? – Craster perguntou, antes que Jon pudesse se afastar. – Tem o ar dos Stark.
É o meu intendente e escudeiro, Jon Snow.
Quer dizer então que é um bastardo? – Craster olhou Jon de cima a baixo. – Se um homem quer se deitar com uma mulher, parece que a devia tomar como esposa. É o que eu faço – enxotou Jon com um gesto. – Bom, corre a cuidar do seu serviço, bastardo, e vê se esse machado está bom e afiado, que não tenho serventia para aço cego.
Craster de relance reconhece Jon corretamente como tendo a aparência de um Stark. Ele não fala isso de novo com mais ninguém que conhece nos capítulos que aparece, ninguém menciona isso depois, é a única vez que Craster diz que alguém se parece com uma família em particular. Ele sabe que aparência os Starks devem ter, e isso é confirmado por outros personagens. Uma de suas características definidoras, mencionadas muitas vezes, são os olhos cinzentos.
Catelyn lembrando Brandon Stark (AGOT, Catelyn VII):
E seu prometido a olhou com os frios olhos cinzentos de um Stark e lhe prometeu poupar a vida do rapaz que a amava.
Jaime Lannister lembrando Ned Stark na época da rebelião (ASOS, Jaime VI):
Lembrou-se de Eddard Stark, percorrendo a cavalo todo o comprimento da sala do trono de Aerys, envolto em silêncio. Só seus olhos tinham falado; olhos de senhor, frios, cinzentos e cheios de julgamento.
Theon lembrando qual deveria ser a aparência de Arya. (ADWD, Fedor II)
Arya tinha os olhos do pai, os olhos cinzentos dos Stark. Uma garota da idade dela podia deixar o cabelo crescer, adicionar uns centímetros à altura, ver os seios aumentarem, mas não podia mudar a cor dos olhos.
Tyrion Lannister reconhece Jon como tendo a aparência Stark também (AGOT, Tyrion II):
O rapaz absorveu tudo aquilo em silêncio. Possuía o rosto dos Stark, mesmo que não tivesse o nome: comprido, solene, reservado, um rosto que nada revelava.
Pelo reconhecimento correto de Craster e dos monólogos internos de Tyrion e Catelyn, parecer um verdadeiro "Stark" significa que você deve ter olhos cinzentos, cabelos castanhos escuros ou pretos e um rosto longo e solene. Waymar Royce tem três destas quatro características. No entanto ele poderia ter todas, se você considerar o rosto de seu pai um indicativo do aspecto do rosto de Waymar (AFFC, Alayne I):
Os últimos a chegar foram os Royce, Lorde Nestor e Bronze Yohn. O Senhor de Pedrarruna era tão alto quanto Cão de Caça. Embora tivesse cabelos grisalhos e rugas no rosto, Lorde Yohn ainda parecia poder quebrar a maior parte dos homens mais novos como se fossem gravetos nas suas enormes mãos nodosas. Seu rosto vincado e solene trouxe de volta todas as memórias de Sansa do tempo que passara em Winterfell.
O mesmo rosto solene que você procuraria em um Stark. Seu rosto até a lembra de Winterfell e, presumivelmente, de seu pai. Acredito que foi isso que Craster viu em Waymar e que ele alertou os Outros a respeito. Ele tinha visto alguém que se parece muito com um Stark, de alto nascimento e jovem. Isso se encaixa em um perfil importante para os Outros, pois eles entram em ação, preparando sua armadilha para Waymar. Infelizmente, Waymar não é um Stark de verdade, mas ele parece próximo o suficiente para enganar Craster e os Outros.

O Royce na Pele de Lobo

No entanto, Craster não está totalmente errado sobre Waymar ser parecido com um Stark. Os Starks e Royces se casaram recentemente. Beron Stark, tetravô de Jon, casou-se com Lorra Royce. E sua neta, Jocelyn Stark, filha de William Stark e Melantha Blackwood, casou-se com Benedict Royce, dos Royces dos Portões da Lua. Via Catelyn descobrimos onde no Vale seus filhos se casaram:
O pai do seu pai não tinha irmãos, mas o pai dele tinha uma irmã que se casou com um filho mais novo de Lorde Raymar Royce, do ramo menor da casa. Eles tiveram três filhas, todas as quais casaram com fidalgos do Vale. Um Waynwood e um Corbray comc erteza. A mais nova... pode ter sido um Templeton, mas...
(ASOS Catelyn V)
Este é o ramo errado da casa Royce, no entanto, suas filhas todas se casaram com outras famílias nobres, tornando possível que o sangue Stark chegasse, através de casamentos políticos, ao ramo principal da família e Waymar. Sabemos muito pouco sobre a árvore genealógica Royce para além dos membros atuais, nem sabemos o nome ou a casa da esposa de Yohn Royce.
No meu vídeo The Wild Wolves: The Children of Brandon Stark , proponho que Waymar seja realmente um bastardo secreto dos Stark na casa Royce. Há uma quantidade razoável de conexões entre o Lobo Selvagem e Waymar, particularmente sua coragem e sua busca por aventura. Se essa teoria fosse verdadeira, fortaleceria o raciocínio por trás do ataque dos Outros a Waymar, pois ele pode ser um Stark em tudo menos no nome. Você pode imaginar que, enquanto Waymar, Will e Gared estavam andando pela Floresta Assombrada, os Outros seguiam silenciosamente, inspecionando Waymar de longe e ficando excitados por terem encontrado quem procuravam. Talvez eles pudessem sentir o cheiro do sangue do lobo nele.
É minha conclusão que Waymar Royce foi morto pelos Outros por engano, devido às informações incorretas de seu batedor de reconhecimento Stark (Craster). Waymar foi morto por não ser o cara certo. Mas a partir da armadilha e da situação que os Outros criaram, podemos descobrir quem eles esperavam encontrar.

O teste e o ritual

Primeiro, eles montam uma armadilha elaborada usando criaturas para enganar os patrulheiros. A partir disso, podemos concluir que eles esperavam que seu alvo fosse muito cauteloso e inteligente. Caso contrário, eles poderiam simplesmente encontrá-los à noite e se esgueirar para matar. Eles acreditavam que precisavam prender os Stark que estavam caçando.
Segundo, o número de Outros que aparecem. Seis outros aparecem, uma grande quantidade deles para uma disputa que ser espadachins aparentemente experientes. Mais tarde na história, os Outros apenas enviam um para matar pelo menos três membros da Patrulha da Noite, mas Sam o mata com uma adaga de obsidiana. Para Waymar, eles enviam seis. Se você quer alguém para assistir ao duelo, você envia um ou dois extras. Outros cinco implicam que a pessoa que você duelará terá muito sucesso. Você está prevendo que essa pessoa provavelmente matará vários Outros antes que a luta termine. Eles o temem e o respeitam. No entanto, eles descobrem que essas suposições não são verdadeiras. Primeiro, eles verificam a espada de Waymar quando ele a levanta, quase que temendo-a.
Sor Waymar enfrentou o inimigo com bravura.
Neste caso, dance comigo.
Ergueu a espada bem alto, acima da cabeça, desafiador. As mãos tremiam com o peso da arma, ou talvez devido ao frio. Mas naquele momento, pensou Will, Sor Waymar já não era um rapaz, e sim um homem da Patrulha da Noite. O Outro parou. Will viu seus olhos, azuis, mais profundos e mais azuis do que quaisquer olhos humanos, de um azul que queimava como gelo. Will fixou-se na espada que estremecia, erguida, e observou o luar que corria, frio, ao longo do metal. Durante um segundo, atreveu-se a ter esperança.
Quando estão certos de que a espada não está prestes a explodir em chamas como Luminífera, eles seguem em frente e testam suas habilidades com a lâmina.
Então, o golpe de Royce chegou um pouco tarde demais. A espada cristalina trespassou a cota de malha por baixo de seu braço. O jovem senhor gritou de dor. Sangue surgiu por entre os aros, jorrando no ar frio, e as gotas pareciam vermelhas como fogo onde tocavam a neve. Os dedos de Sor Waymar tocaram o flanco. Sua luva de pele de toupeira veio empapada de vermelho.
O Outro disse qualquer coisa numa língua que Will não conhecia; sua voz era como o quebrar do gelo num lago de inverno, e as palavras, escarnecedoras.
(AGOT, Prólogo):
O Outro acerta um golpe, e você quase pode dizer o que ele está dizendo. "Esse cara não deveria ser um lutador incrível?" Então eles executam outro teste
Quando as lâminas se tocaram, o aço despedaçou-se.
Um grito ecoou pela noite da floresta, e a espada quebrou-se numa centena de pedaços, espalhando os estilhaços como uma chuva de agulhas. Royce caiu de joelhos, guinchando, e cobriu os olhos. Sangue jorrou-lhe por entre os dedos.
Os observadores aproximaram-se uns dos outros, como que em resposta a um sinal. Espadas ergueram-se e caíram, tudo num silêncio mortal.
Era um assassinato frio. As lâminas pálidas atravessaram a cota de malha como se fosse seda. Will fechou os olhos. Muito abaixo, ouviu as vozes e os risos, aguçados como pingentes.
(AGOT, Prólogo)
O sinal da morte de Waymar é que sua espada se quebra no frio. Eles esperam que Waymar tenha uma espada que resista a seus ataques frios, pelo menos de aço valiriano. Quando sua espada não o resiste, eles estão convencidos de que Waymar não é quem eles querem e o matam.
Vale a pena prestar muita atenção em quão estranhos esses comportamentos são baseados em como os Outros atacam, como evidenciado mais adiante na história. Em seu ataque ao Punho dos Primeiros Homens, não há Outros à vista, eles usam exclusivamente criaturas. Da mesma forma, eles usam criaturas para expulsar Sam e Gilly do motim na fortaleza de Craster. Quando Sam mata um com sua adaga de obsidiana, apenas um Outro considera uma luta fácil encarar três homens da Patrulha da Noite. Na tentativa de matar Jeor Mormont e Jeremy Rykker, esta missão é dada a duas criaturas sozinhas.
Eles operam como fantasmas, matando nas sombras em sua camuflagem gelada e deixando seus fantoches fazerem seu trabalho sujo. Mas aqui eles abandonam totalmente seu comportamento furtivo. Isso implica que isso foi incrivelmente importante para eles, e a organização parece um ritual ou cerimônia de algum tipo.
Há mais uma coisa em que os Outros têm seus olhos treinados. Depois que Waymar recebe seu ferimento, seu sangue começa a escorrer para a luva e depois sangra abertamente do lado dele. O que está acontecendo até agora pode ser apenas um caso de identificação incorreta de Stark por Craster. Esse detalhe, no entanto, nos dá uma imagem muito diferente. Isso nos diz que eles estão procurando Jon Snow sem saber o nome dele. Deixe-me explicar.
No final de A Dança dos Dragões, Jon é morto por seus irmãos da Patrulha da Noite e sente o frio da morte sobre ele. No programa de TV, Jon é ressuscitado por Melisandre praticamente a mesma pessoa que ele era, com algumas cicatrizes retorcidas. O mesmo vale para Beric Dondarrion, cujos próprios retornos da morte servem como preparação para Jon. Em uma entrevista à Time Magazine, George conta uma história muito diferente sobre como o corpo de Beric funciona.
[…] o pobre Beric Dondarrion, que serviu de prenúncio [foreshadowing] de tudo isso, toda vez que ele é um pouco menos Beric. Suas memórias estão desaparecendo, ele tem todas aquelas cicatrizes, está se tornando cada vez mais hediondo, porque ele não é mais um ser humano vivo. Seu coração não está batendo, seu sangue não está fluindo em suas veias, ele é uma criatura [wight], mas uma criatura animado pelo fogo, e não pelo gelo, e agora estamos voltando a toda essa coisa de fogo e gelo.
Isso é parecido com o que o personagem conhecido como Mãos-Frias diz a Bran, que tem isso a dizer sobre sua própria versão dos mortos-vivos e como seu corpo se saiu.
O cavaleiro olhou as mãos, como se nunca as tivesse notado antes.
Assim que o coração para de bater, o sangue do homem corre para as extremidades, onde engrossa e congela. – Sua voz falhava na garganta, tão fina e fraca como ele. – As mãos e os pés incham e ficam negros como chouriço. O resto dele torna-se branco como leite.
(ADWD, Bran I)
O que estão nos mostrando é que, após a ressurreição, os corpos dessas pessoas estão sendo mantidos em um estado de animação suspensa. Eles não bombeiam mais sangue, raramente precisam de comida ou sono, podem até não envelhecer. Quando o sangue bombeia quente do flanco de Waymar, os Outros podem ver que ele não está morto-vivo, como Jon provavelmente estará nos próximos livros.
Some todos esses indícios. Eles estavam procurando por uma espada que fosse resistente à sua magia, certamente aço valiriano como a espada Garralonga que Jon Snow empunha. Eles querem um jovem de cabelos escuros, longos traços faciais e olhos cinzentos de um Stark. Novamente um sinal fúnebre para Jon Snow. Eles querem alguém cujo sangue não flua mais quente. Isso nos dá um indício de que, no futuro, Jon estará sendo procurado por ele; passada sua morte e ressurreição na Muralha.

Um destino escrito em gelo e fogo

Como poderia ser assim? Como os Outros poderiam saber quem é Jon, como ele é e por que ele é importante para eles? A chave para o mistério é o fato de que os Outros foram feitos pelos Filhos da Floresta, e toda a linguagem simbólica e descritiva ao seu redor indica que eles vêm e extraem poderes dos Bosques. E sabemos o que isso significa: visão verde e sonhos verdes. Ou visão de gelo. Semelhante ao que vemos em personagens como Bran, Jojen, Melisandre, Cara-Malhada e muito mais. Acesso a um mundo de sonhos sem tempo com características altamente simbólicas. Como exemplo, é assim que Jojen interpreta Bran em seus sonhos.
Os olhos de Jojen eram da cor do musgo, e às vezes, quando se fixavam, pareciam estar vendo alguma outra coisa. Como acontecia agora.
Sonhei com um lobo alado preso à terra por correntes de pedra cinza – ele disse. – Era um sonho verde, por isso soube que era verdade. Um corvo estava tentando quebrar suas correntes com bicadas, mas a pedra era dura demais, e seu bico só conseguia arrancar lascas.
(ACOK, Bran IV)
A natureza incerta do mundo dos sonhos verdes torna perfeitamente compreensível como os Outros poderiam confundir Waymar com Jon. Eles podem tê-lo visto apenas em flashes, seu rosto obscurecido, seu nome desconhecido, seu período exato incerto. Lembre-se de quantos problemas os Targaryens, valirians, Melisandre e muitos outros tentaram adivinhar quando o Príncipe prometido chegaria, interpretando a estrela que sangrava e o nascimento em meio a sal e fumaça "criativamente" ao longo de sua história. Os Outros podem estar fazendo a mesma coisa com quem vêem no futuro, e há um sonho em particular que pode aterrorizá-los. O sonho de Jon.
Flechas incendiárias assobiaram para cima, arrastando línguas de fogo. Irmãos espantalhos caíram, seus mantos negros em chamas. Snow, uma águia gritou, enquanto inimigos escalavam o gelo como aranhas. Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
O mundo se dissolveu em uma névoa vermelha. Jon esfaqueava, fatiava e cortava. Atingiu Donal Noye e tirou as vísceras de Dick Surdo Follard. Qhorin Meia-Mão caiu de joelhos, tentando, em vão, estancar o fluxo de sangue do pescoço.
Sou o Senhor de Winterfell – Jon gritou. Robb estava diante dele agora, o cabelo molhado com neve derretida. Garralonga cortou sua cabeça fora.
(ADWD, Jon XII)
Jon vestido com uma armadura de gelo empunhando uma espada flamejante, lutando sozinho contra as hordas de mortos-vivos, matando repetidas vezes sua própria família, entes queridos e irmãos. Essa pessoa seria sem dúvida um problema para os Outros. Ou eles podem ter visto a visão igualmente aterrorizante de Melisandre sobre Jon.
As chamas crepitavam suavemente, e em seu crepitar ela ouviu uma voz sussurrando o nome de Jon Snow. Seu rosto comprido flutuou diante dela, delineado em chamas vermelhas e laranja, aparecendo e desaparecendo novamente, meio escondido atrás de uma cortina esvoaçante. Primeiro ele era um homem, depois um lobo, no fim um homem novamente. Mas as caveiras estavam ali também, as caveiras estavam todas ao redor dele.
(ADWD, Melisandre I)
Jon e Waymar também incorporam traços clássicos do Último Herói, a pessoa que de alguma forma terminou a Longa Noite. Waymar até parece animado quando percebe que os invasores podem ter sido mortos pelos Outros. Conforme a Velha Ama,
[…] o último herói decidiu procurar os filhos da floresta, na esperança de que sua antiga magia pudesse reconquistar aquilo que os exércitos dos homens tinham perdido. Partiu para as terras mortas com uma espada, um cavalo, um cão e uma dúzia de companheiros. Procurou durante anos, até perder a esperança de chegar algum dia a encontrar os filhos da floresta em suas cidades secretas. Um por um os amigos morreram, e também o cavalo, e por fim até o cão, e sua espada congelou tanto que a lâmina se quebrou quando tentou usá-la. E os Outros cheiraram nele o sangue quente e seguiram-lhe o rastro em silêncio, perseguindo-o com matilhas de aranhas brancas, grandes como cães de caça…
(AGOT, Bran IV)
A missão Outros pode ser tão simples quanto garantir que o Último Herói nunca chegue aos Filhos da Floresta novamente, que não haverá salvação para os homens desta vez. Eles também cercaram a caverna de Corvo de Sangue, talvez como mais uma defesa contra o Herói que se aproximava deles. Enquanto os humanos consideram o Último Herói como uma lenda de grandes realizações, para os Outros ele seria o Grande Outro, a versão deles do Rei da Noite. Um demônio que acabou com suas ambições, um monstro com uma espada que os destrói com um toque e é incansável, destemido. Faz sentido que, se pensassem que haviam encontrado essa pessoa, eles trariam um grande número de si mesmos para o duelo. É o medo que os fez ser tão cautelosos com Waymar. Medo de terem encontrado seu verdadeiro inimigo mais uma vez. O demônio da estrela que sangra, um monstro feito de fumaça e sal com uma espada flamejante.
E a pergunta permanece: quando eles finalmente encontrarem essa pessoa, o que farão com ela? Vimos alguém falhar nos testes, que teve uma morte rápida e brutal. E se ocorrer um sucesso? Eles vão matá-lo de novo? Manterão Jon refém? Irão convertê-lo em seu novo rei do inverno? Desfilarão seu corpo eterno na frente de seus exércitos? Ainda podemos descobrir quando os Ventos do Inverno soprarem e o lobo branco finalmente uive.
TL;DR - Waymar foi morto porque Craster o achou muito parecido com um jovem e bem nascido patrulheiro Stark, um perfil que combina com Jon Snow. Os Outros podem até estar procurando especificamente Jon Snow por visões ou sonhos verdes com o mesmo empenho com que o mundo dos vivos está procurando por Azor Ahai e o Príncipe Prometido.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.06.28 17:52 moobe_ Sou babaca por pressionar minha prima a dizer a verdade?

Oi, Luba. Prazer. Eu vim contar uma situação que aconteceu de ontem pra hoje e perguntar se fui a babaca.
Um "pouco" de contexto primeiro:
Bom, eu recentemente vim morar com minha mãe, depois de sete anos sem ter muito contato com ela. Quando cheguei aqui, ela e minha prima (que mora com ela desde 2016) já estavam passando por tensões no relacionamento delas.
Minha prima, por assim dizer, é uma pessoa muito reservada e brinca muito sobre tudo, jamais contando o que realmente se passa em sua cabeça. Ela prefere guardar as coisas pra ela do que tentar resolver no diálogo (resultado de muitas vezes em que ela tentou se abrir e não foi ouvida) e também esconde muitas coisas da minha mãe, que ela prefere não contar pra não ter mais tensão na relação delas duas.
Detalhe que nos tornamos muito próximas desde o momento em que cheguei e eu sempre tentava entender o lado das duas na situação de tensão no relacionamento delas.
Ok, agora vamos para uma situação mais recente.
Pouco mais de um mês atrás, ela pediu pra minha mãe para ir visitar uma amiga dela (que na verdade estava se tornando o amor de sua vida, mas ela queria esperar pra ter certeza de que elas dariam certo) e também pediu para dormir lá, o que minha mãe não aprovou muito, mas não discutiu tanto.
O que deu a entender que ela tinha deixado ela ir. E quando eu digo que "deu a entender", é exatamente isso que eu quero dizer.
Quando estava passando das 19h, minha mãe começou a se desesperar, achando que algo tinha acontecido com minha prima pra ela demorar tanto pra voltar pra casa, achando que ela iria voltar no mesmo dia, quando na verdade minha prima tinha se preparado pra ir dormir com a amiga dela.
Deu um problemão, um b.o todo e minha mãe brigou com minha prima pra caramba (até a mãe da minha prima foi envolvida e ela ficou muito abalada psicologicamente), o que quase destruiu a relação delas.
Tempos passaram e elas duas se acertaram pouco a pouco. Minha prima disse que ia melhorar a relação com minha mãe (parar de tentar esconder as coisas e ser mais aberta) e minha mãe meio que estava tentando ser menos paranóica.
Agora vamos para a situação de ontem pra hoje.
Minha prima, quando estava para dar umas 23h, me disse que ia comprar um lanche enquanto saía com um amigo. Que iria demorar no máximo uma hora e já voltava pra casa. E eu fiquei esperando.
Umas 01h46 da manhã ela me ligou avisando que só estava pegando o lanche e já estava vindo pra casa, eu avisei ela que já estava tarde e que ela tinha que voltar. Beleza.
02h23 da manhã, eu liguei de novo e mandei mensagens; quase que ela não me atende e quando atendeu, estava com a voz sonolenta e grogue. Disse que deu uma soneca, mas já estava voltando pra casa. Eu chamei a atenção dela, mas esperei ela voltar.
Quando estava para dar 03h da madrugada, eu comecei a mandar mensagens e ligar (já estressada e chateada) e quando ela atendeu, estava dormindo de novo e eu fiquei puta.
Perguntei onde ela estava, se já estava chegando e porque estava demorando tanto. Ela só me deu respostas vagas e eu fiz um discurso todo falando que não tinha problema que ela dormisse fora, contanto que me contasse com antecedência. Que se não fosse eu ligando pra ela, ela nem dava sinal de vida e eu iria passar a noite sem saber onde ela estava.
Pra resumir tudo, ela só me disse que estava tudo bem e que a gente conversava quando ela chegasse em casa.
(detalhe que tudo isso era feito escondido da minha mãe, já que a gente só disse que ia comprar lanche pra a gente comer antes de dormir)
Já cansada e estressada (chorando de raiva), eu fui dormir e deixei tudo pra lá.
Ela só chegou depois das 08h. Beleza.
Horas mais tarde, minha mãe que estava na casa do meu padrasto, pediu pra a gente ir até lá pra almoçar, eu aceitei e disse que estávamos indo.
Antes da gente sair, chamei minha prima pra conversar e disse o quanto estava chateada. No meio da conversa, descobri que ela tinha ido pra outra cidade também e que tinha ido numa festa. Fiquei super chateada, mas só disse o que precisava dizer e a gente ficou estranha o caminho todo até a casa do meu padrasto.
Quando chegamos na casa dele e terminámos de almoçar, minha mãe (que sonha com coisas e sente uns bagulho estranho), veio perguntar se tinha acontecido alguma coisa de madrugada, porque ela tinha sonhado que alguma coisa acontecia com nós duas e a gente escondia isso dela. Disse que não tinha nenhum problema se fosse algo grave, contanto que a gente falasse a verdade e priorizasse a relação de confiança entre nós. Que ela não queria que a gente mentisse pra ela, porque deixaria ela muito triste e decepcionada, principalmente depois daquela situação com minha prima quase um mês antes.
Eu (que não gosto de mentir e nunca fui boa em acobertar alguém) já comecei a rir e me sentir mal, quase me entregando no processo. Entretanto, isso era uma coisa da minha prima, não minha. Não era eu que tinha que contar e por isso eu só fiz piada e deixei pra lá.
Quando minha mãe saiu, eu comecei a pressionar minha prima pra contar pra mamãe o que tinha acontecido, pressionar mesmo. Deixei ela muito puta comigo, e ela foi lá contar. Contou uns fatos pela metade e minha mãe veio tirar satisfação comigo, perguntar se eu sabia de alguma coisa e eu não disse nada, mas tentei (de um jeito bem torto) aliviar a situação enquanto tentava convencer minha prima a contar a verdade (não pela metade, mas toda a verdade), o que deixou ela ainda mais puta comigo.
No final, nenhuma das duas contou nada e minha mãe não ficou chateada, só queria que a gente fosse sincera, mas respeitou o fato de a gente não querer contar (ou tentou respeitar).
O meu ponto, era que eu queria que elas duas confiassem mais uma na outra e toda essa tensão entre elas fosse diminuída. Queria que a relação delas melhorasse e não fosse baseada em segredos e coisas escondidas. Sei que me meti demais, mas eu só queria que minha prima mantivesse a palavra dela sobre melhorar o relacionamento dela com minha mãe e elas se dessem bem.
Minha prima tá chateada comigo até agora e provavelmente nunca mais vai ter confiança em mim pra me contar nada, mas não me sinto totalmente culpada (ainda que fique triste por ela estar brava comigo). E então, fui a babaca por me meter demais?
Atualizando o post:
Eu pedi desculpas pra ela, tive uma conversa bastante sincera sobre tudo. Ela disse que me perdoou, mas que evitaria me meter nos problemas dela (porque seria injusto comigo e me deixaria dividida na situação, já que eu não gosto de mentir e não quero magoar minha mãe). Entretanto, ela tem sido distante comigo. Além disso, se estressa fácil com qualquer coisa que eu faça (eu sou meio lerda e demoro a tomar atitudes a respeito de algumas coisas, então ela perde a paciência fácil comigo) e resmunga sobre mim (me achando incompetente).
Está tudo bem, eu acho. Na medida do possível. Acho a atitude dela "normal" comparada a outras coisas, mas ainda cansa ficar percebendo essas coisas e desgasta um pouco.
(Entretanto, é compreensivo, dada a toda a situação anterior. O melhor agora é deixar cada um no seu espaço e esperar que as coisas se acertem)
submitted by moobe_ to TurmaFeira [link] [comments]


2020.06.08 03:41 livrosetal Valéria ao Espelho, de Elísabet Benavent

Sinopse
Divertida, viciante, cativante e sexy, a segunda parte da saga «Valéria» de BetaCoqueta fará rir, chorar, desesperar e... talvez voltemos a acreditar no amor.
Junta-te ao fenómeno Valéria
Aviso: pode causar dependência
Valéria é uma escritora de histórias de amor.
Valéria está imersa num turbilhão de emoções.
Valéria acaba de publicar o seu romance e tem medo das críticas.
Valéria está a divorciar-se de Adrián... e não está a ser fácil.
Valéria não sabe se quer um relacionamento com Vítor.
E, enquanto Valéria teme, chora, desfruta, sonha...
... Lola não sabe o que fazer com Sérgio. Sente-se sozinha.
... Carmen despediu-se e luta por compreender Borja,
seu namorado e antigo colega de trabalho.
... E Nerea acorda todos os dias com enjoos.
Epub retail
submitted by livrosetal to Biblioteca [link] [comments]


2020.06.03 21:48 sonic_star_2 Acho meio chato o pensamento de "Não acredito no amor" sabe?

Eu acabei um relacionamento faz quase um mês por causa dessa filosofia "Ahh nunca acreditei em amor" e tipo, parando pra analisar todos os meus relacionamentos, muitos acabaram dessa forma, e eu estou começando a pensar que isso é muito estúpido. Tipo, muito mesmo. Todo relacionamento novo que eu vou estabelecer amorosamente com a pessoa depois de um tempo elas dizem que nunca acreditaram no amor então isso que a gente sente deve ser paixão e bla bla bla, não sei se ficaremos juntos pra sempre e isso me da medo, e depois de um tempo tudo acaba.
É sempre assim e eu fico muito chateado com isso por que eu por exemplo sempre fui uma pessoa que se apaixonou fácil por outras e sempre fui de sla, conversar com as pessoas e criar esses laços sabe? Então eu sou uma pessoa que nunca falo essas coisas, eu não sou "realista" vamos assim dizer, e isso eu acho que falta um pouco nas pessoas. Tem vários relacionamentos que as pessoas depois de um tempo já vão dizendo que não acreditam no amor, ou não querem nada sério, e isso pra mim significa quase que literalmente "Matar a chance de um novo amor crescer e ser o mais pé no chão possível pra não quebrar a cara" mas isso deixa os relacionamentos muito piores, é quase que se preparar para o pior acontecer em qualquer relacionamento, e isso não é saudável cara. Depois de um tempo a coisa já não é a mesma, as pessoas vão perdendo o interesse nas outras, e isso é horrível de se pensar. Num relacionamento as pessoas deveriam ignorar q tudo aquilo uma hora pode acabar e não ficar pensando "Temos que ser pé no chão, sem altas expectativas, não acredito no amor" e isso é pra mim um sinal de que a pessoa já tá antecipando antes de tudo acontecer que uma hora ou outra vai dar ruim, e ficar com isso implantado na cabeça é tipo saber o dia da sua morte, não seria legal, e mesmo que tu esquecesse e aproveitasse a vida o melhor possível, no fundo da sua cabeça você teria noção de que tudo aquilo iria acabar uma hora, então já era pra ir se preparando pra q quando acabasse n quebrar a cara tlgd?
Eu não acho que isso é nem um pouco bom pra ambos, pq isso acaba deixando os relacionamentos muito pé no chão e rasos na maioria das vezes, as pessoas se privam de sonhar, de acreditar e falar pra si mesmo "Puxa, parece que realmente é agora que vai tudo dar certo", as pessoas não tão mais sendo positivistas quanto a isso sabe? Parece que eles não querem criar expectativas ou laços tão fortes pra não quebrar a cara, mas essa é a graça do amor cara! Tudo bem que quebrar a cara nunca é legal, mas poxa, não se priva de sonhar alto e flutuar nos seus pensamentos, não entra num relacionamento já pensando "Tenho que estar preparado para o pior que possa acontecer" todo dia, isso não é bom, se todo mundo vivesse pensando "Se houver um assalto nesse supermercado, eu já tenho que estar com tudo calculado pra sair da situação, vou entrar nesse corredor, sair pelas portas de incêncido..." sabe?
N sei se minha analogia fez sentido, mas o que eu quero dizer é pra deixar as coisas fluírem naturalmente nos relacionamentos, não pensa que um dia vai acabar, nem ficar pensando "estou preparado/a para o pior que possa acontecer pra eu não quebrar a cara", não velho, isso faz parte dos relacionamentos, e as pessoas que falam "eu já quebrei muito a cara no amor e não acredito mais no amor" sabe, uns ngc assim? Se todo mundo agir assim o amor nunca vai ser verdadeiro entende? Por mais que não seja legal quebrar a cara num amor eu nunca penso nessas coisas, se for pra quebrar a cara, tudo bem, acontece! coisas assim vão acontecer, mas ficar botando na cabeça essas coisas pra não sofrer por antecipação é bem pior do que só deixar acontecer sabe? Então deixa as coisas fluirem e deixa esse amor que você sente florescer, e mesmo que n de nada no fim, vai ser muitoo melhor, pra você ou pro seu/sua parceiro/a
acredita em mim :3
submitted by sonic_star_2 to desabafos [link] [comments]


2020.05.20 06:53 LifeDress8 eu tenho ressentimento/inveja do meu melhor amigo, e isso me faz muito mal.

meu melhor amigo é o epítome de todos os privilégios do mundo. nasceu num país rico, é homem, hétero, teve uma excelente educação, tanto familiar quanto em termos de educação formal, muito bonito e inteligente.
ele joga a vida no modo fácil, e está ciente disso. a gente já conversou muito sobre isso, sobre como ele sente que nunca fez nada para estar na posição que está porque a vida dele foi muito fácil e mesmo com muitos erros, as coisas dão certo para ele.
ele não é uma pessoa ruim. pelo contrário, ele é uma das pessoas que mais boas que eu conheço... mas como todo mundo, ele tem defeitos e me incomoda ver como nada parece ter consequência para ele.
traiu a namorada? tem outras 4 minas orbitando em torno dele.
tem dificuldade de firma compromisso? não tem problema, fica com as 4 e quando elas cansarem, parte para outra.
está cansado de trabalhar e quer tirar um tempo sabático pra viajar? ele ganha bem suficiente para ficar meses do ano sem trabalhar, viajando em países mais baratos, e uma rede de contatos sólida o suficiente para poder conseguir trabalhos quando voltar.
eu gosto muito dele, mas eu to numa fase muito fodida da minha vida e que tudo dá errado e me dá muita inveja ver como ele pode fazer coisas, e como ele pode errar com todo mundo, e como pode ele ficar tão tranquilo enquanto todo mundo está em pânico tentando se equilibrar.
não só a questão de dinheiro, mas tb com as pessoas. é bizarro como ele tem amigos e minas interessadas nele, e mesmo que as vezes ele tenha um ética de relacionamentos bem duvidosa... sempre tem gente interessada nele, convidando ele para as coisas, dando em cima, etc.
e daí por mais que ele seja uma pessoa muito legal comigo, eu não consigo não sentir inveja e isso eh muito tóxico para nossa amizade, pq as vezes eu tenho raiva dele por ser tão sortudo e tao bom em lidar com as pessoas e ser tao lindo tb. enquanto eu sou apenas um saco de batatas.
submitted by LifeDress8 to desabafos [link] [comments]


2020.05.14 06:50 questaomarca A realidade de quem é VICIADO em SEXO - Meu relato

Eu tenho 28 anos e fui diagnosticado com compulsação sexual. O diagnóstico não foi nenhuma surpresa pra mim. 10 anos transando com garotas de programa regularmente é meio que um sinal claro da minha condição. Muita gente fala de vicio em sexo ou pornografia na internet, mas me parece que ninguém realmente entende a desgraça que é isso.
Ser viciado em sexo não é, em meu caso, não só ter muito desejo sexual. É perder completamente o controle sobre seus atos pra transar com alguém. A palavra chave não é desejo. A palavra chave é DESCONTROLE. Você não se sente em paz enquanto não transar, e pra piorar o sexo não trás satisfação, mas trás apenas arrependimento e remorso.
No vicio em sexo é preciso entender que o sexo não é o bastante. O alivio as vezes chegava a durar menos do que uma masturbação devido ao grande peso emocional e pressão psicológica que o desejo desenfreado causa em sua mente. As vezes a masturbação constante te deixa fisicamente machucado ou machucada. Sei que pra mulheres isso é uma merda tão grande quanto é pra mim.
Por isso fico puto quando pesquiso vicio em sexo na internet e vejo caras idiotas usando isso como desculpa para suas esposas não os abandonarem depois de descobrirem que eles frequentam casas de streap ou bordeis. Vicio em sexo não tem nada a ver com isso...
As minhas relações humanas ficavam de lado pra isso. O remorso, a culpa e outros sentimentos negativos sempre vinham a tona. Todo ano eu tinha um surto de depressão bizarro pensando no tamanho da merda que eu havia me tornado e ninguém entendia o por que.
Mesmo depois de frequentar a terapia por meses ainda não me sinto curado.
Não darei detalhes da minha vida pessoal, mas falarei sobre como me sinto hoje depois de ser viciado em sexo por pelo menos 10 anos.
Eu comecei a frequentar garotas de programa aos 18 por "pressão social". Eu não queria sentir que era o único virgem entre meus amigos. Uma decisão ridícula da qual me arrependo todos os dias.
Me relacionei e namorei normalmente várias vezes, mas entre relacionamentos e ficantes ficava claro pra mim que isso não era o bastante pra essa sede bizarra. Eu usei do sexo como fuga, como justificativa, como "remédio". Era fácil, era só pagar e fazer. Como consequência eu não conseguia ter orgasmos ao transar com mulheres "normais". Eu me sentia estranho. Ao mesmo tempo que sentia que devia "performa bem" pra elas sentia que era um intruso na situação e não conseguia relaxar pra ter um momento agradável ou um orgasmo.
O vício em sexo é igual a um vício químico. Você sabe que ta fazendo merda, destrói sua cabeça, vira tudo de cabeça pra baixo e mesmo assim você não consegue parar.
Existem terapeutas especializados nisso e em breve procurarei por um. Eles são caros infelizmente, 200 reais por seção não é algo que consigo pagar tão facilmente. Mas saúde é caro não é?
Hoje eu sinto ódio de sexo. Meu maior desejo, e mais honesto de todos, era ser assexuado. Era esquecer que sexo existe. Olhar uma bunda de mulher e não sentir nada, olhar um rosto bonito e ver apenas uma pessoa, não uma "pessoa atraente". Meu sonho atual é ser completamente indiferente a sexo por que desejo sexual, pra mim, é um pesadelo do qual eu queria acordar mas não consigo.
É um inferno.
Sexo pra mim é prisão. E não-sentir nada pra mim seria a verdadeira definição de liberdade.
Poder ir a academia e malhar sem sentir nada pelo que vejo ao meu redor, ver apenas seres humanos e respeitar todos e todas como tal. Trabalhar, sair pra correr, comer, estudar, dormir, fazer tudo isso sentido a paz de não-sentir desejo.
Recentemente eu vejo ganhando peso devido a sedentarismo, e isso tem reduzido a minha libido. Graças a isso venho considerando sinceramente manter uma vida sedentárias pra ter mais momentos de liberdade mental como os que venho tendo.
Um verdadeiro viciado em sexo não é feliz. É uma pessoal que todos os dias é consumida por si mesma e por um desejo que nem a mais bizarra orgia irá saciar.
Eu me relacionei com tantas prostitutas que já perdia as contas a anos, e não tenho nenhum orgulho disso. Só tenho nojo de mim mesmo. Por sorte ainda tenho pessoas que me apoiam.
Enfim, esse é um tópico que eu gostaria de retratar e compartilhar ao menos pra que fique salvo na internet um relato real, e não um monte de histórias aleatórias de gente imbecil que usa do vício em sexo como desculpa. Vicio em sexo é uma desgraça que só quem tem sabe a merda que é.
Se você sente que é viciado ou viciada em sexo, se relaciona com garotas de programa ou transa com mais parceiros ou parceiras do que você realmente queria, procure um profissional. É caro pra cara#$%, mas é a unica saída.
Hoje em dia eu não sei se um dia serei feliz sexualmente ou se serei capaz de despertar do pesadelo e acordar um dia sem sentir desejo por sexo nunca mais. Eu não sei qual será o fim dessa história pra mim, mas pra todos o inicio da cura com certeza é a terapia.
Vicio em sexo ou em pornografia não é zoeira. É a pior merda que eu já vivi e ainda vivo neste 10 anos de desgraçamento mental.
Se cuidem e você se identificou com o que eu disse procure ajuda.
submitted by questaomarca to sexualidade [link] [comments]


2020.04.15 21:07 03645721240 Insegurança + quarentena + falta de libido + postagens do face

Eu tenho que parar de vir desabafar sobre meu relacionamento aqui, mas não tenho amigos para fazer isso.
Quando comecei a namorar meu marido, eu era virgem e ele vivia me pressionando para termos relações sexuais, demorou um tempo, até eu tomar essa decisão, não foi nada fácil no começo pois eu só sentia dores, e nunca consegui ter um orgarmo, mas foi muito rápido mesmo, e acabei engravidando e agora (na verdade, desde o começo) eu sempre me sentia insegura em nosso relacionamento, pois ele já tinha uma experiência antes de mim, e quem sou eu? A virgem que não sente nada e não sabe fazer mada ainda.
E para piorar ele vive postando aqueles post de solteiro no Facebook, ou então, aqueles post de sexo, que citam o que a pessoa já fez ou faz, sendo que quase não fizemos quase nada ainda, e ai eu fico pensando no passado dele e penso "carai, ele já ficou com tantas pessoas e com toda a certeza, elas já deram mais prazer para ele que eu" se é paranóia eu não sei, ai eu fico pensando se ele não se arrepende de estar comigo, outra coisa (Não sou homofobica), mas ele é bi e tals, é mais difícil para mim engolir que posso ser corna de várias formas. Eu vivo triste por causa disso e muitas outras coisas que acontecem no meu dia. Obrigada por me ouvirem.
submitted by 03645721240 to desabafos [link] [comments]


2020.02.24 08:22 luscalospe Eu estou bem?

Fui diagnosticado com depressão ainda no final da adolescência, e de lá pra cá, isso sempre fez parte da minha vida. Já fazem oito anos desde o diagnóstico, e passei por muitos episódios em que me sentia relativamente bem, e outros em que temporariamente perdia completamente a vontade de viver. Aparentemente, nada em especial me causou isso. É simplesmente algo que tenho.
Há quase um ano, depois de mais um desses episódios horríveis, eu realmente senti que havia chegado a um ponto em que, ou eu sairia melhor do outro lado, ou não sairia mais.
É estranho pensar como a depressão derruba a gente. Como ela joga sujo. Como a luta contra ela é injusta, porque já começamos sempre em desvantagem.
Eu acabei desenvolvendo alguns problemas de saúde que, de um jeito ou de outro estavam interligados ao meu quadro depressivo. Por não me cuidar, por não me importar com nada. Tive muita dificuldade em lidar com trabalhos e relacionamentos. Com família e comigo mesmo.
Não sei bem o que, ou como, ou mesmo porquê, mas nos últimos meses, eu comecei a tomar algumas atitudes, realizar pequenos desafios comigo mesmo, que foram se provando extremamente positivos.
Desde me alimentar melhor (seja cortando algumas coisas, incluindo outras), a incluir caminhadas na minha rotina, me afastar de redes sociais, parar com a pornografia, escrever um diário, organizar melhor meus dias (desde tarefas de casa a coisas relacionadas a trabalho), ler mais livros, reduzir a cafeína, e meditação. E cada uma dessas coisas foram começadas em meses diferentes, em que eu relatava no diário como me sentia, me relembrava porque estava fazendo aquilo. Não fiz tudo isso de uma vez (seria loucura), fui com calma, lidando com um hábito ruim de cada vez e inserindo um novo. Confesso que a pornografia em especial foi o mais difícil. Comecei hobbies novos, aprender coisas novas, comecei a aprender música e tocar instrumentos, e resgatar interesses que havia perdido, como os videogames e filmes (estranhamente, eu adoro videogame, e sei como muita gente acaba tendo os jogos mais como um problema pelo vício e excesso, mas havia muitos meses que não conseguia sentir gosto algum pelos jogos, e posso dizer o mesmo sobre filmes e séries), e tenho tentado me manter mais em contato com alguns amigos que sei que me fazem (e me querem) bem, não só por mensagem, mas de chamar para nos vermos, mesmo sem gastar nada, indo um na casa do outro, por exemplo, e outra coisa que sinto que melhorou MUITO meu humor geral: buscar melhorar a consistência e qualidade do meu sono.
Hoje eu acordei cedo, fui fazer uma caminhada. Cheguei em casa, e ouvi música enquanto preparava e comia meu café da manhã. Depois, fiquei lendo por um bom tempo, em paz. Totalmente concentrado e entretido. Eu vi um filme a tarde. Depois joguei videogame. E então... Eu percebi que estava me sentindo bem. Me sentindo bem num fim de domingo. Nem ouvir a música do Fantástico me abalou. Pensar na semana adiante não me deixou ansioso. Olhar para meus compromissos me deixou animado. Pensar no que vou fazer para o café da manhã de amanhã me deixou instigado. Que vou acordar e vou fazer uma caminhada, tranquilo.
Eu estou bem. Eu estou me sentindo bem nos últimos meses. Realmente estou gostando da minha vida como ela está. Eu tenho vinte e quatro anos, e "terminei" a faculdade no ano passado, embora tenha umas DPs de estágios que fiquei devendo. Estou trabalhando autonomamente. Ainda tenho alguns problemas de saúde, especialmente por estar muito acima do peso. Trabalhar por conta tem sido um pouco assustador, é algo totalmente novo. Apesar de ter DPs, as matérias e o infame TCC já foram. Embora tenha perdido alguns quilos (diria até que nem foi intencional, mas por consequência de novas atitudes, pois minha vida toda - sem exagero - eu estive brigando com a balança), continuo muito acima do peso. Tenho essas tais DPs para resolver. Mas eu tenho olhado para essas coisas e pensado: o que posso fazer?
Elas não me derrubam. Não como antes.
Sei que posso vir a ter uma recaída. Sei que não está tudo totalmente ao meu controle. Sei que algo pode me derrubar, que em algum momento posso sofrer um imprevisto. Meu próximo passo é voltar para a terapia, com toda a certeza, e por precaução.
Parece que leva muitos anos para percebermos o quão realmente miseráveis nós somos. E parece levar ainda mais tempo para perceber que não precisa ser assim para sempre.
Não quero dizer que nenhuma dessas coisas vão funcionar com qualquer um. Nem que é algo simples. Absolutamente nenhum desses novos hábitos foram fáceis de construir, e mais difícil ainda foi começar a largar os ruins.
Não tenha medo de buscar ajuda. Aprenda a ser honesto consigo mesmo em relação o que sente (o diário me ajudou muito nisso). Tenha paciência consigo mesmo. Tente se conhecer e, se possível, tornar-se seu próprio amigo.
Não foi fácil. Não é fácil. Mas eu estou vivo! Eu estou aqui. E pela primeira vez em muitos anos, quero continuar.
Eu estou bem.
As coisas tem tido mais gosto. As cores parecem mais vivas. O canto dos pássaros parece mais belo. E até os dias de chuva se tornaram aconchegantes, e ainda bem que aprendi a apreciar um bom chá quando eles vêm. Aprender a tocar as músicas que gosto no piano ou no violão tem alegrado meus dias. Cantar sem preocupação. Até inventar de fazer música. Estou pensando em fazer um canal no YouTube ou um podcast, para falar dos assuntos que gosto, como linguística, literatura e filosofia. Conversar profundamente com pessoas, e realmente ouví-las tem sido maravilhoso.
E todas essas coisas foram feitas por mim, para mim. Em pequenas doses diárias de amor próprio.
Eu estou bem. Não tenho precisado mentir quando perguntam.
Eu estou bem!
Espero que você também esteja. E se não estiver, espero que fique quanto antes conseguir.
Obrigado pela atenção!
:)
Edit: gramática
submitted by luscalospe to desabafos [link] [comments]


2020.01.05 17:57 cafealmocojantar Não quer transar comigo mas consome pornografia: acabou o tesão?

Moro com meu namorado (eu 35 e ele 18) porque assim conveniente foi para nós apesar do pouco tempo de relacionamento. Estamos juntos há 1 ano. No início do relacionamento transávamos muito, às vezes 6 vezes num final de semana. Mas comecei a perceber que era eu que iniciava tudo e fazia a roda girar. E comecei a temer que ele na maior parte das vezes estava transando apenas para me agradar.
Nesse movimento ele só dá sinais que quer uma vez a cada duas semanas, o que é muito pouco para mim. Tenho muito, mas muito tesão nele. Quero praticamente todo dia mas dado o empenho logístico, de 3 a 6 vezes por semana para mim está bom. Questionei N vezes se ele não sente mais tesão em mim e ele jura todas as vezes que não, que me deseja igual a antes. Que a chama não se apagou. Apenas não curte fazer sexo na frequência que gosto, que não sente tanta libido. Muito embora sei que ele consome pornografia e acho que também se masturba eventualmente.
Eu não estou aguentando mais, estou subindo pelas paredes. É difícil ver ele andando pelado pela casa todo dia e não querer comê-lo. E estou começando a ficar doído (na alma) por me masturbar várias vezes na cama com ele do lado dormindo. Era para estarmos fazendo sexo junto, nos curtindo juntos, não gozando em separado. Tentei fazer DR várias vezes mas ele me acusa de ser sexualizado demais e de projetar nele o esteriótipo que "todo novinho é safado embora isso não seja a realidade".
Não me sinto desejado por ele e já dei sinais de que me gostaria de separar por isso e quando o faço ele chora desesperadamente, diz que não me deixará ir embora tão fácil, que todo casal têm problema, que me ama muito e não quer me perder.
Faço do jeitinho que ele gosta, diz que nunca alguém deu tanto prazer a ele, quando rola, ele geme, fica louco, realmente parece curtir muito e goza muito, mais de uma vez por transa. Tenho dificuldade de entender essa suposta baixa libido dele: como que pode ter a oportunidade de gozar (quase) todo dia com a pessoa que te ama, que toca seu corpo no jeito e nos lugares que você gosta e ainda assim querer tão pouco ter essa experiência?
Lidaram com situação parecida? O que te parece o que estou vivendo e quais palpites podem dar nessa vida alheia Querida internet, despejem sua sabedoria sobre mim.
submitted by cafealmocojantar to arco_iris [link] [comments]


2019.10.29 18:20 perna--longa Acabei de terminar meu namoro e só não sei se fiz a escolha certa

Já fiz um post aqui tem um tempo (que excluí tem um tempo também), sobre quando comecei a namorar em 2018 e minha namorada teve atitudes extremamente horríveis comigo. Muita gente me disse pra sair fora que era problema e eu continuei, ela mudou muito naquele aspecto, uma pessoa nova.
Nós completamos 1 ano e 4 meses agora em Outubro, e já tem uns 3 meses que temos DR todo final de semana porque ela está insatisfeita com algo na relação e etc. Ela tem depressão e crise de ansiedade, e eu a ajudo muito nisso desde que a gente começou, só que isso ocasiona que ela nunca se sente feliz na situação atual dela (em tudo: com os pais, trabalho, namoro) e talvez esse seja o motivo dela estar tão insatisfeita. Ela também não tem atividades sozinha, a vida dela é resumida a mim, e nisso se eu tiro um tempo pra jogar, pra ver algum amigo ou assistir uma série, ela muda completamente comigo, mas to falando de coisas esporádicas e não de fazer isso sempre (ver um amigo uma vez por mês e etc).
Ela diz que quer casar, e já ta orçando as coisas (tipo, eu quero isso, mas agora sem estabilidade alguma? do jeito que nossa relação tá?) e esse é o sonho dela, contudo, isso também está ligado a aquele fato de não estar feliz com a situação atual, ela é doida de vontade de sair da casa dos pais.
O fato é que com tudo isso, atrelados ao momento horrível que estou passando no trabalho, eu estou me desgastando psicologicamente e hoje estou um lixo. Eu nunca estive pior, minha autoestima é zero, desanimado pra tudo e triste. Sinto um peso enorme nas decisões que tenho a tomar, decisões do tipo: estou estressado e queria jogar > mas jogar deixa ela bolada comigo > não vou fazer nada. Sem falar que toda segunda já é difícil por saber da pressão e do clima merda do trabalho, eu preciso me recompor da DR do final de semana e mudar algo em mim que magoa ela, toda semana.
O ponto é que, ela também tem lados positivos, se não eu não teria namorado com ela e não a amaria tanto. Ela é muito parceira, me incentiva, me ajuda, cuida de mim e etc.
Nós dois já fizemos muita merda nesse namoro, mas nunca desistimos. Só que hoje eu tomei a decisão de ir até o trabalho dela no horário de almoço, colocar tudo pra fora e terminar.
Não sei se tomei a decisão certa, afinal, pra chegar nesse ponto eu pensei e repensei umas mil vezes, porque não quero perder ela, mas não quero viver nessa situação. Não sei se ela pode mudar isso, ela já mudou uma vez, pode ser que mude outra, mas e se ela mudar momentaneamente e tudo voltar? E se eu estou assim só porque estou mal e não era esse o problema? E se eu tomei a decisão errada em terminar?
Eu nunca namorei, é meu primeiro relacionamento e eu não podia imaginar que é tão difícil. Eu sei que ela faz muito por mim, sei mesmo disso.
entreguei minha aliança pra ela, a deixei na porta do trabalho, ela ficou parada me olhando até eu sumir de vista, eu fui andando e olhando pra trás, chorando e com o coração na mão.
Ela me pediu a chance de ouvir o que ela tem a dizer hoje a noite na minha casa, eu acho que é justo ouvir. Vamos decidir se essa é a decisão final e se for, ela já vai pegar as coisas dela.
E na real, eu só queria que fosse mais fácil ter certeza do que estou fazendo e parar de me sentir um lixo.
submitted by perna--longa to desabafos [link] [comments]


2019.07.28 04:17 felipezouk Aos que estão pensando em desistir de desenhar (LEIA ISSO)

Ontem ao ler os posts no Facebook sobre como desenhar, me deparei com um desabafo de uma pessoa cogitando desistir de desenhar para sempre. Isso sem contar outros bem comuns:
"Adorava desenhar quando era criança, mas meus professores disseram-me que não tinha talento"
"Acho que não tenho paciência/tempo para desenhar"
"Ah, eu nunca serei capaz de desenhar como..."
"Tenho medo do que vão pensar de mim"
"Eu tentei começar, mas fico desanimado"
"Falaram-me que desenhar não dá dinheiro e que eu deveria procurar um emprego"
"Já me falaram que eu era muito bom, mas minha vida me levou a outros caminhos"
Pois é: a vida é dura… e desenhar é difícil para quem desenha pela primeira vez.
Imagina quem decide viver disso! A princípio, pode parecer impossível.
Faz pouco tempo que escrevi um artigo sobre como quanto leva para aprender a desenhar. Talvez você esteja passando por isso. É mais simples jogar tudo para o alto - justificadamente - e não retornar.
Você terá essa sensação todo o dia, seja iniciante seja avançado!
Quase todos os artistas profissionais passaram por essa situação em algum momento. Ou estragaram um desenho (para si ou para um cliente), ou precisaram se reinventar no meio do caminho, ou se cansaram.
O que todos tinham em comum? Eles queriam desistir!
Muitos ficaram para trás, enquanto outros persistiram até colherem frutos fantásticos. Esse desejo de desistir é real e está lá para todos. Segue algumas palavras sobre como superá-lo.

#1 - É Normal Sentir-se Assim

Lembre-se de que é perfeitamente compreensível se sentir assim!
A vida é não fácil; se fosse, não faria sentido. Inevitavelmente, chegará a um ponto de frustração que o leva a cogitar a desistência. O importante nesse ponto é que é normal. Encare-o, não finja que não exista e vá para cima!
Sua situação pode não parecer menos assustadora, mas vai passar. Portanto, sempre que você se encontrar pensando em desistir…
Pare e respire profundamente!

#2 - Não se Precipite

A pior coisa que você pode fazer quando você sente vontade de desistir é tomar uma decisão no calor do momento. Dê a si um tempo para limpar sua mente. Quanto mais importante for a decisão, mais tempo você precisará.
Quando estiver a ponto de desistir de desenhar, esqueça a tarefa por alguns dias a fim de decidir se dará continuidade. Ao voltar, você terá um olhar diferente.
Para decisões maiores, como se demitir ou encerrar um relacionamento, dê mais tempo. Enquanto isso, faça uma análise simples, enumerando os prós e contras de parar e de continuar. Vá atrás de pessoas que passaram por essa situação e confira o que eles fizeram.
Às vezes não haverá nenhuma decisão a tomar depois que o tempo passar. Pensamentos de desistir serão uma memória esquecida. E mesmo que não sejam, você será capaz olhar logicamente, decidindo melhor.

#3 - Recorde do que o fez começar

Lembras-te como se sentiu quando finalizou o seu primeiro desenho?
Foi de alegria, correto?
Caso o desenho seja também o seu negócio, é muito fácil deixar a atividade gerir um negócio passar por cima da parte criativa do desenho. Afinal, quando se trata de vender para pagar as contas, a criação leva uma surra.
Mas se você quiser esmagar o monstro da desistência, você precisa manter a chama da alegria acesa. Sempre que você desenhar por obrigação, é fácil deixar que os pensamentos de desistir invadam a sua mente.
Aliado ao conselho anterior, se for capaz de sentir bem novamente, os pensamentos negativos se dissiparão. Ou melhor, você não chegará a pensar neles.

Para ver o restante, veja a fonte original aqui!
submitted by felipezouk to brasil [link] [comments]


2019.06.06 20:36 Amanda3exceler COMO SABER SE MEU NAMORADO TROCA MENSAGENS COM OUTRA MULHER

Geralmente, nunca é fácil saber se a pessoa por quem você se encontra apaixonada está trocando mensagens com outra mulher, onde nunca é bom saber que ele tem agido pelas suas costas e contando mentiras. Sendo assim, entenda como saber se meu namorado troca mensagens com outra mulher. De uma forma geral, acabar descobrindo uma traição por mensagens acaba sendo a destruição de qualquer relacionamento, onde ambos podem até mesmo saírem magoados da relação. No entanto, existem aquelas mulheres que fecham os olhos quando esse tipo de situação acontece e acabam fingindo que nada demais está acontecendo, somente por conta dos seus relacionamentos.

DICAS DE COMO SABER SE MEU NAMORADO TROCA MENSAGENS COM OUTRA MULHER

Muitas mulheres vão em busca de dicas de como saber se meu namorado troca mensagens com outra mulher, pois sempre existem alguns sinais úteis em que você pode ficar atenta toda vez que tiver suspeitas de uma troca de mensagens ou até mesmo traição. Confira!

Entre e saiba mais: https://www.elitedetetives.com.br
submitted by Amanda3exceler to u/Amanda3exceler [link] [comments]


2019.01.13 13:58 IsaFrego Acho que estou em um relacionamento abusivo e não sei como sair

Bem, entre algumas idas e vindas, estamos juntas fazem aproximadamente 5 anos. Sempre tivemos algumas brigas, tendo varias mancadas partindo de ambos os lados, principalmente no início do relacionamento quando nós duas éramos adolescentes e ainda estávamos aprendendo a lidar com oque um relacionamento e responsabilidade afetiva eram. Bem... oque esta me levando a digitar esse texto foi provavelmente a nossa última briga, que teve início algumas horas atrás após um churrasco na casa de uma amiga. A situação foi a seguinte: Eu fiquei chateada com a minha namorada pois ela não ficou comigo em nenhum momento da festa, só encheu a cara com os outros convidados e me ignorava quando eu falava que estava cansada e queria ir embora. No final da festa eu comentei sobre a minha chateação e isso deu início a provavelmente uma das piores noites da minha vida. Entre gritos na rua me xingando de cuzona, narcisista, falsa, idiota, entre outros xingamentos, até chegar no apartamento dela, onde ela me disse coisas como “você é uma idiota que se sente ofuscada pelo meu brilho”, “você não sabe oque eu passo”, “se eu estivesse com qualquer outra garota agora não teria sido essa merda”. Eu fiquei quieta a maior parte do tempo de tão assustada que fiquei ouvindo tudo isso. Fiquei mais assustada ainda quando ela começou a jogar as gavetas do armário no chão enquanto gritava comigo. Após isso ela foi pra balada com uns amigos, pois ela é dj. Eu fiquei aqui no apartamento tentando controlar a tremedeira da crise de ansiedade, tentando relaxar pra pegar no sono pois estava (e ainda estou) cansada pra caramba. Achei que quando ela chegasse em casa, mais sóbria do que estava, íamos conversar a respeito de tudo oque ela me falou, mas quando tentei tocar no assunto ela disse que eu não permito ela a se sentir mal, que eu coloco ela pra baixo, que tudo gira ao meu redor e que ela está cansada disso. Eu sinceramente fiquei sem reação mas tentei abraçar a dor dela e colocá-la pra dormir, ajeitando a cama pra ela pois ela devia estar muito cansada pela noite toda. Fico me perguntando se estou errada mesmo de ter falado que fiquei chateada com ela e no final ter desencadeado tudo isso.
Oque me faz crer, só agora, após passar uma hora chorando e me sentindo um lixo enquanto ela dorme do meu lado, que nosso relacionamento pode ser abusivo, é o fato de que eu já ouvi todos esses xingamentos e ainda outros em outras discussões. Em algumas discussões eu ficava mais triste ao ouvir esse tipo de coisa, mas normalmente eu “tentava engolir o choro”, porque sempre que eu começo a chorar ao ouvir as coisas que ela fala, ela diz que eu não sei ouvir uma crítica sem transformar a dor dela na minha.
Eu sempre achei que eu não fosse uma pessoa fácil de lidar, porque eu sou muito sensível e às vezes teimosa para digerir alguma reclamação ou crítica, e por isso dei razão muitas vezes, mesmo me sentindo péssima por isso, quando ela falava que eu não podia me sentir triste pelas coisas que ela falava pois era ela quem estava chateada comigo.
Não é a primeira vez que ela ela reage dessa forma ao se sentir repreendida por ser “quem ela é” ou mesmo por estar chateada comigo.
Eu resumi muito brevemente o tanto de coisas que ela me falou e oque ela fez, mas gostaria de deixar claro que eu fiquei muito assustada por todo esse tempo.
Mesmo depois de todo esse tempo, só hoje depois de passar por tudo isso me peguei pensando que talvez esteja em um relacionamento abusivo. E a pior parte é que eu não sei oque fazer. Não teve nenhuma agressão física em mim, mas tudo oque eu tenho passado foi o suficiente para destruir a minha auto estima.
Não me acho mais bonita, não me acho mais inteligente e muito menos interessante. Hoje já existe uma nova voz na minha cabeça que fica se indagando se eu sou mesmo uma pessoa tão podre assim como ela fala. Sei que não deveria pensar assim, mas desde que minha auto estima foi pro ralo tem ficado difícil controlar o fluxo dos pensamentos auto depreciativos.
Ao passar do tempo do nosso relacionamento eu me afastei dos meus amigos, tanto que oque me faz vir aqui e desabafar tudo isso é o fato de que não tenho mais ninguém para contar e eu precisava mais do que nunca que alguém me ouvisse. Também não tenho coragem de falar a respeito com meu pai ou minha mãe, pois me sinto humilhada.
Nunca pensei que fosse entrar num relacionamento tóxico e hoje ao escrever isso enquanto ela dorme do meu lado, não sei oque fazer. É como se eu não tivesse força para fazer algo a respeito. Nunca achei que fosse entender aquelas histórias e relatos de pessoas que não conseguem sair de algo que lhes faz mal, mas cá estou eu.
submitted by IsaFrego to brasil [link] [comments]


2018.09.24 03:20 GregHouse67 Qual o preço da felicidade?

Tudo tem um preço. Você quer comer? Você precisa pagar pela comida. Você quer um carro novo? Tem que ter o dinheiro pra comprar. Você quer sair do relacionamento que você está há anos, pois encontrou outra pessoa que te deixa mais feliz? Você tem deixar tudo o que construiu até agora para trás. Tudo, do mais simples ao mais complexo, tem um preço. Eu já comentei aqui sobre meus problemas recentes com a dor crônica e sobre como eu achei uma forma de me livrar dela. Eu não ia voltar aqui uma terceira vez pra falar disso, mas eu acho válido. Talvez a minha perspectiva te ajude de alguma forma. Sim, eu tomei codeína e ela tirou a minha dor. Foi o mais próximo que eu estive de ser feliz. Não nos últimos seis meses, não no último ano ou últimos cinco anos, foi o mais perto que eu estive de ser feliz durante toda a minha vida. Eu nunca acreditei em relatos como esses, mas eu me sentia alegre quando eu olhava pro céu e via as poucas nuvens enfeitando todo o azul, eu gostava de conversar com as pessoas. Eu não estava irritado o tempo todo, não vagava em busca da próxima distração pra tentar esquecer um pouco a dor. Eu podia viver. Pela primeira vez em anos eu via uma garota na rua e pensava "poxa, ela é bonita", eu não estava com uma visão desbotada de tudo. Eu não estava com raiva de estar vivo. Essa utopia abriu os meus olhos para coisas muito além do que eu imaginava. Prazeres em coisas simples demais pra eu dar atenção antes. Mas, como toda utopia, logo veio o desmoronamento. Toda essa alegria, essa leveza e essa paz se foram. Eu fui feliz por três dias durante toda a minha vida. A pior parte de tudo isso? Eu queria não ter sido. As poucas cápsulas que eu tinha duraram de quinta-feira de manhã até o fim da tarde de sábado. Quando fui pegar a cápsula e vi que não tinha mais nenhuma, foi como vivenciar um trauma novamente. Eu não queria voltar para a dor de antes. A vida estava boa, por que eu teria que voltar? Não havia o que fazer. Como sempre, a minha única alternativa era ficar sentado enquanto era espancado por todos os lados. Não havia reação possível, nada funciona. Não foi como eu imaginei que seria. A dor não voltou como era antes, aos poucos subindo para toda a cabeça. Ela veio de uma única vez. Forte e rápida. Quando ela já havia dominado novamente eu não sabia como lidar. Era a dor mais forte que eu já havia experienciado. Meus olhos ardiam tanto que eu não conseguia abrir, eu suava de dor e medo. Involuntariamente lágrimas saíam. Eu tive medo. Eu não sabia com o que estava lidando, mas joguei narcóticos em cima. Eu não ia aguentar se a minha realidade se tornasse aquele tipo de dor. Eu não ia suportar ficar vivo. Em meio a escuridão dos olhos fechados eu pensava no que fazer. Eu me arrependi tanto do momento em que coloquei a primeira cápsula na boca. Ser feliz por três dias não valia aquela sensação. Seria aquilo que eu teria de enfrentar todas as vezes que não conseguisse outra receita? Não valia a pena ser feliz daquele jeito. Eu não peguei outra receita. Mas a pior parte de tudo isso é que, agora, quando eu olho para o céu, irritado, e passo reto sem olhar para as pessoas na rua, eu me lembro que não tinha que ser assim. Era mais fácil lidar com a dor antes de saber o que eu estava perdendo. Você não sente falta do que nunca teve.
submitted by GregHouse67 to brasil [link] [comments]


2018.09.11 11:06 Lithium64 O problema dos incels e a solução para ele

Eu vi no desabafos, um caso sobre um amigo de um usuário que se suicidou porque era incel. O comentário abaixo é mais ou menos o que comentei lá.
O problema dos incels é um exagero sobre a necessidade de ter um relacionamento sexual ou amoroso. Você pode ser feliz sem ter uma vida sexual ou amorosa ativa, também pode conseguir relacionamentos naturalmente sem uma estratégia mirabolante! Uma mulher é uma pessoa comum como eu e você, quando estiver com uma mulher basta conversar naturalmente como você faz com seus amigos e caso existam afinidades, esse relacionamento irá acontecer. Basta você ser um cara educado e sincero que uma hora ou outra você vai conseguir alguém. Hoje em dia esta ainda mais fácil de conhecer alguém, porque existem apps de relacionamento e redes sociais, sair para eventos e baladas para conhecer novas pessoas também não é uma má ideia.
Mulheres não se interessam apenas pela aparência física, eu diria que aparência tem pouca relevância para muitas mulheres comparado a atributos como status, condições financeiras e inteligência. Sim, existem mulheres que valorizam homens inteligentes e isso pode ser muito útil para para quem não tem os outros requisitos em patamares elevados. Se você sente extrema necessidade de ter uma relacionamento, procure mirar baixo. O mundo não é feito apenas de mulheres 10/10, eu desde moleque sempre soube que o segredo é começar de baixo. Se você não tem experiência ou confiança, a melhor forma de conseguir isso é tentar relacionamentos com mulheres não tão desejadas pelos homens.
submitted by Lithium64 to brasilivre [link] [comments]


2018.07.02 13:36 caribbeanparty Uma palavra a todas as pessoas com depressão e/ou tendências suicidas

Depressão não é um capricho, não é uma bad trip, não é um momento de tristeza associado a uma coisa que aconteceu. Depressão é uma circunstância orgânica, é um desequilíbrio de substâncias no cérebro, é uma condição médica, é um problema físico de saúde. Mesmo que tenha sido despoletado por acontecimentos externos.
Querer se suicidar por estar com depressão é como querer amputar as pernas por ter quebrado o pé.
Se você se expor ao frio e umidade e tiver consumido pouca vitamina vai potencialmente desenvolver hipotermia ou umm resfriado. A hipotermia e o resfriado são indiferentes ao seu caráter, sua espiritualidade, sua família, sua personalidade, seus gostos, seu passado, sua vida. Há uma exposição de riscos que resulta num desequilíbrio de substâncias orgânicas e você fica doente. Para resolver isso você não retira os pulmões e se atira numa piscina de gelo para ajudar o resfriado a se consumar. Você vai ao médico, pega uma receita, toma vitaminas, anti-gripais, veste um casaco, toma sopa, toma chá, repousa no calor, se força a comer e se limpar de maneira adequada.
Se você trabalhava numa mina e todo mundo fumava e você desenvolve câncer pulmonar você faz quimio e rádio e toma muito remédio e talvez até tente umas medicinas experimentais aqui e ali. Você até pode ter de mexer cirurgicamente no seus órgãos. Você não se atira numa piscina radioativa para ajudar o câncer a se espalhar mais rápido e assegurar que te leva.
Depressão não é tristeza. Tristeza é um estado emocional temporário e necessariamente condicionado e associado a uma causa (alguém morreu, o time perdeu, um relacionamento terminou, um trabalho acabou, um dinheiro sumiu etc). Tristeza acontece durante um tempo quando alguma coisa vai mal. Despressão não é se sentir existencialmente desconfortável e mal quando são 2h da manhã e a semana inteira foi péssima. Na depressão você se sente existencialmente desconfortável e mal mesmo quando são 15h e você está rodeado de pessoas amigáveis, rindo de bem com a vida e ganhando a copa. A depressão é clínica, não é circunstancial nem subjetiva, mesmo que tenha se desenvolvido, obviamente e como todas as enfermidades, por exposições anteriores a elementos concretos.
Psicólogos e médicos e padres e gente rica, bonita, bem sucedida sofre de depressão. Sabem por quê? Porque psicólogos, médicos, padres e gente rica, bonita e bem sucedida também sofre de hipotermia, gripe e câncer. Porque são gente, animais, seres humanos, organismos biológicos expostos aos exatos mesmos riscos químicos que todas as pessoas e todos os organismos. O Michael Phelps, com a sua super alimentação, super pulmão, super corpo e super exposição familiarizada com água e temperaturas baixas eventualmente pode gripar ou pegar qualquer outra doença tanto quanto eu que sou sedentário e não nado. E por falar no Michael Phelps... Ele traz uma palavrinha pra gente nessa conversa: Phelps, o maior atleta de competição da história do mundo, o único indivíduo que conquistou 8 medalhas de ouro numa só edição das Olimpíadas e nada mais, nada menos que 28 fucking medalhas (sendo 23 de ouro) no total de Olimpíadas que participou, e que quebrou o recorde de velocidade de 5 modalidades diferentes de natação, escolhido como o porta-bandeiras oficial dos EUA, justamente o país com mais atletas premiados. Esse cara sobre-humano que conquistou tudo isso - e é um grande tudo isso - antes de completar 30 anos de idade, com o mundo e a história aos seus pés, e todas as oportunidades e possibilidades diante dele, e todo o respeito e admiração ao redor do mundo, que se tornou milionário na idade que a maioria das pessoas estão na faculdade, que ganhou legiões de fãs e admiradores, que casou com a Miss California... adivinhem o que aconteceu com o Phelps?
Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três...
Phelps desenvolveu depressão clínica profunda. E não foi quando parou, como alguns poderiam pensar, foi durante a sua coleção de vitórias, medalhas de ouro e recordes mundiais. Ele tentou se suicidar!
Artigo a respeito: https://www1.folha.uol.com.besporte/2018/01/1952122-michael-phelps-revela-depressao-e-diz-ter-pensado-em-suicidio.shtml
Nesses períodos ele se isolava, não saía da casa nem do quarto; não mantinha higiene, não interagia com ninguém, consumia drogas etc. Há muitos outros exemplos como o dele.
Eventualmente, depois de muita, muita resistência ele buscou ajuda profissional. Leia-se: médica. Como deve ser. Você não se auto-medicaria para tratar DST ou autismo. Da mesma maneira você não se deve se auto-medicar para tratar depressão. Há profissionais que estudam durante 10 anos sobre o que você tem, e eles entendem a biologia, a química e até a eletricidade que está por trás de depressão crônica. O que é o recurso às drogas se não um esforço amador de auto-medicar uma depressão? É um leigo tentando forçar o cérebro a se calibrar para outro sentido, distinto do estado químico da depressão. Funciona tão bem quanto um leigo conseguir. Você procurar um terapeuta profissional e fazer um tratamento legítimo conciliando medicamentos e terapia tradicional é análogo a você ter um acidente sério nas pernas e fazer fisioterapia e tomar os cuidados hospitalares necessários. A sua perna pode até não voltar à exata mesma forma óssea-muscular que tinha antes que te permitia jogar futebol intenso todos os dias, mas você vai conseguir voltar a andar muito melhor do que alguma vez imaginara quando passou pelo acidente e vai poder continuar tendo uma vida autônoma e ativa. É melhor do que tomar ópio ou morfina pra ldiar com a dor, nunca mais andar direito, calcificar uma perna fodida ou ter que amputar. Não é?
Por isso, meus amigos e minhas amigas, deixo uma linha final de solidariedade verdadeira: eu sofro de depressão. Depressão não é tristeza. Depressão não é uma vibe ruim. Depressão não é saudades nem arrependimento. Depressão não é só ter coisa ruim na vida. Depressão é sintoma e manifestação física-emocional duradoura de um estado orgânico anormal no cérebro. Mesmo que tenha sido causado por fatores externos, como toda e qualquer condição médica. O que mais tem no mundo é gente que tem todos os elementos associados ao sucesso, prazer e felicidade e que no entanto caem num estado neurológico de depressão. Você é normal.
Repetir que é necessário:
você
é
normal
Da mesma maneira que, para viver e se curar e recuperar saúde e energia você se força a comer e a se hidratar quando está com uma doença que bloqueia os receptores de fome e sede, ou se força a fazer certos movimentos e exercícios quando está com uma perna comprometida, de igual modo você deve fazer um esforço para comer, se hidratar, higienizar, socializar, manter-se ativo fisicamente e socialmente a um mínimo importante se você quer melhorar, superar o quadro clínico da depressão e recuperar vitalidade, saúde, energia. Não consuma drogas, não anestesie em vícios e comportamentos de risco que exacerbam o quadro clínico (da mesma maneira que você não vai pra piscina quando tá gripado, você não deve ser negligente quando tá deprimido), não alimente com conteúdo literário-midiático que lhe faça mal, ou com pessoas igualmente doentes (já pensou se todo mundo que gripasse só frequentasse gente com baixa imunidade?). Procure.um.profissional.
Você é um paciente.
Não uma doença. Não um anormal.
Eu sei que é difícil. Eu sei. A dificuldade de uma pessoa em depressão profunda para procurar o tratamento adequado pode ser comparado a um cenário em que a cura para um pé quebrado é correr a maratona. Meus amigos, eu entendo. Vocês não são os únicos nem os primeiros. Corram, vocês não têm nada a perder e tudo a ganhar.
Leiam esse artigo:
https://edition.cnn.com/2018/01/19/health/michael-phelps-depression/index.html
Se necessário, joguem num tradutor.
Michael Phelps, o tal cara que foi além de todas as capacidades humanas historicamente conhecidas, disse que se tornar campeão olímpico foi “a parte fácil” da experiência dele. Que a parte difícil foi não se matar e procurar tratamento. E onde anda Michael Phelps hoje em dia? Ele fundou a Michael Phelps Foundation dedicada a ajudar pessoas sofrendo com depressão. Eis uma passagem do artigo, diretamente da boca do cavalo (tradução minha):
“Uma vez que eu comecei a falar a vida se tornou muito mais fácil. Eu já me disse várias vezes «Por que não fiz isso 10 anos atrás!?» Mas eu entendo que não estava preparado. Eu era muito bom em compartimentalizar tudo e pôr debaixo do tapete todas as coisas que não queria falar. Eu não queria lidar com elas, não queria trazê-las à tona. Simplesmente não queria nunca ‘ver’ essas coisas.” (...) Hoje eu entendo que «é tudo bem não estar tudo bem» e que enfermidade mental tem um estigma ao seu redor e isso é algo com o qual ainda estamos lidando. Eu acredito que as pessoas finalmente começam a entender que é algo real. As pessoas estão falando a respeito e eu penso que essa é a única maneira de mudar. Essa é a razão porque taxas de suicídio crescem: porque as pessoas sentem medo de falar e se abrir.” Hoje pela partilha da sua experiência Phelps tem a oportunidade de alcançar as pessoas e salvar vidas, “e isso é muito mais poderoso do que todo o resto”, diz. “Esses momentos e esses sentimentos e essas emoções são para mim melhores anos-luz à frente de ganhar medalhas de ouro nas olimpíadas. E eu sou extremamente agradecido por não ter tirado a minha vida.”
Meus amigos e amigas, eu sei que a vida não é um passeio no parque, ou que às vezes o parque parece o Jurassic Park. Eu sei. Vocês não fazem ideia. Mas segura no que você precisar segurar, “hidrate-se” no sentido mais amplo, poético e pragmático da palavra. Busque a ajuda e o tratamento necessário. Você merece sair da gripe e poder ir jogar futebol comigo. Qualquer que seja a sua gripe e qualquer que seja o seu futebol. Não se mate, não desista, a vida é mais larga que a vida, vamos passar por e superar isso todos nós. Como diria o maior recordista olímpico de todos os tempos, ganhar recordes olímpicos é fácil, corajoso e recompensador mesmo, mesmo é procurar ajuda profissional para superar uma depressão. Você já é um campeão por estar lidando com isso tudo. O fato de atravessar uma doença como a depressão, com todas as nossas fragilidades e situações, é a própria prova que a gente tem o que é necessário para triunfar sobre ela.
Eu sei que é difícil, mas você vai fazer como eu e o Michael Phelps, parar de se fazer mal sozinho, reconhecer um problema médico grave e procurar tratamento para melhorar. A vida vale mais que medalhas e você tem direito a ela e a saúde.
submitted by caribbeanparty to brasil [link] [comments]


Você se Sente Infeliz no seu Relacionamento? Mude! # ... 10 Primeiros Sinais de Um Relacionamento Tóxico Relacionamento Fácil - YouTube NDM: 5 Maneiras para Deixar de Ser Inseguro nos Relacionamentos Relacionamento - Ele é agressivo, como mudar isso? Você se sente carente no seu relacionamento? Saiba por que Sentir-se sufocado na relação Apimentar o relacionamento  Rosana Braga Quando desistir de um relacionamento?

Como Ter um Relacionamento Saudável (com Imagens)

  1. Você se Sente Infeliz no seu Relacionamento? Mude! # ...
  2. 10 Primeiros Sinais de Um Relacionamento Tóxico
  3. Relacionamento Fácil - YouTube
  4. NDM: 5 Maneiras para Deixar de Ser Inseguro nos Relacionamentos
  5. Relacionamento - Ele é agressivo, como mudar isso?
  6. Você se sente carente no seu relacionamento? Saiba por que
  7. Sentir-se sufocado na relação
  8. Apimentar o relacionamento Rosana Braga
  9. Quando desistir de um relacionamento?
  10. 3 segredos para superar um pé na Bunda

Terminar um relacionamento nunca é fácil, e fica ainda pior quando você se sente culpada pelo fim. Além da tristeza e decepção, você pode mergulhar em questionamentos profundos que pouco a ... Este vídeo é de apresentação do canal Relacionamento Fácil, com Lucia Kratz. Neste canal você poderá aprender mais e ter dicas de como tornar suas relações, seja ela pessoal ou ... Como apimentar meu relacionamento? Se você sente que a sua relação está esfriando, não se desespere. É normal com o tempo e a rotina, as coisas acabem ficando um pouco mais mornas. DIGA ISSO SE UM HOMEM PEDIR UM TEMPO - Duration: 10:30. Ítalo Ventura 143,362 views. ... Pare de desgastar seu relacionamento! Marcos Lacerda - Duration: 9:26. Nós da Questão 1,101,888 views. Frederico Mattos, CRP 06/77094, psicólogo clínico e autor de 'Relacionamento para Leigos', fala sobre quando desistir de um relacionamento. Para mais informações acesse: Facebook: https://www ... Quando trazemos carências da infância não resolvidas, acabamos construindo relacionamentos onde sentimos carentes também Inscreva-se em Incrível: https://goo.gl/ZHFt2x Conhecer os primeiros sinais de um relacionamento tóxico pode lhe proteger de um coração partido no futuro. Se você sente que estas 10 bandeiras ... Você se sente sozinha? Conversar Alivia a Mente & Alegra o Coração! Conheça a Proposta do QC- Quero Conversar. https://www.queroconversar.com.br/ Marta Peres... Muita gente se sente insegura nos relacionamentos. Um dos motivos é por acharem que não são bons o suficiente. Quantas pessoas acabam relacionamentos promiss... Relacionamento - Ele é agressivo, como mudar isso? Você se sente uma mulher segura? Mas já se perguntou o que fazer para ter uma comunicação assertiva no seu relacionamento? Na dica UAU de ...